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Marília Carneiro
Foto:
fonte/Livro "No Camarim das Oito"
Nascida no Rio de Janeiro, Marília
Carneiro desenvolveu uma carreira importante como figurinista em várias novelas
da Rede Globo. Segundo depoimento
no seu livro “No Camarim das Oito”, quem a levou para a tv foi a atriz Dina
Sfat, que na época era cliente da butique que Marília tinha em Ipanema. A
inesquecível atriz ia protagonizar a novela “Os Ossos do Barão” (1973) e
pediu para o diretor Daniel Filho contratar
Marília para vestir sua personagem. Pronto, nascia aí uma figurinista de
sucesso e prestigiada e uma parceria para sempre com Daniel Filho, em novelas de
sucesso como “Dancin Days” e “O Dono do Mundo” e seriados como “Malu
Mulher” e “A Vida Como Ela É”. Na tela do Globo, Marília
Carneiro assinaria ainda o figurino de momentos luminosos como as novelas “O
Rebu”, “Gabriela” e “Saramandaia”, minisséries como “Lampião e
Maria Bonita”, “Rabo de Saia”
e “Anos Rebeldes”, seriados como “Malu Mulher”, “Ciranda
Cirandinha” e “Mulher, e o inesquecível “TV Pirata”. No palco, além de peças
teatrais, assinou shows de grandes nomes como Tom Jobim, Gal Costa e Roberto
Carlos. Filha de banqueiro, Marília
Carneiro é irmã da atriz Maria Lúcia Dahl e foi casada com o cineasta e
iluminador Mário Carneiro. Com formação em História da Arte, Marília
Carneiro tornou-se um nome de ponta no seu ofício e já vão mais de 30 anos
que bate o ponto em produções importantes da Globo. No cinema, Marília Carneiro
estreou como atriz no filme “Capitu”, dirigido por Paulo César Saraceni em
1968. Foi sua única experiência na arte da interpretação, já que no filme
seguinte, “O Homem que comprou o mundo” (1969), de Eduardo Coutinho, faz sua
estréia como figurinista. No livro “No Camarim das Oito”, Marília, que além
da tv fez inúmeros trabalhos também para o teatro, revela que “o figurino
cinematográfico é o mais difícil de todos”. No mesmo livro, Marília conta a
passagem da morte de seu pai durante a tarde do Reveillon de 1966, em que ela
reagiu contra o terno que vestiram nele e o vestiu de jeans, camiseta e
alpargatas. “Eu havia tomado o comando daquela cena triste. Foi o meu primeiro
figurino”. Em 1975 Marília Carneiro dá
sequência a carreira no cinema e assina o figurino para Mário Carneiro no ótimo
e pouco visto “Gordos e Magros”. Já em 1977 ajuda a eternizar Sônia Braga
nas telas de todo o país como a irresistível “Dama do Lotação”, de
Neville D’Almeida. Aliás, Sônia Braga vestida de vermelho é uma imagem
inesquecível e colada para sempre nas retinas cinéfilas. Na década de 80, Marília
Carneiro é a figurinista do primeiro longa de Walter Salles, “A Grande
Arte” (1987), e também da produção americana com locações no Brasil
”Luar Sobre o Parador” (1986), de Paul Mazursky. Já na década de 90,
assina o figurino de dois trabalhos de sua predileção na telona, os
filmes de época “Villa-Lobos,
Uma Vida de Paixão” (1997), a cinebiografia do genial compositor dirigida por
Zelito Viana; e “Xangô de Baker
Street” (1998), adaptação do best-seller de Jô Soares, dirigida por Miguel
Faria. Marília Carneiro vem marcando presença também nos títulos da Globo Filmes. Está em “A Partilha” (2001), de Daniel Filho, e em “Sexo, Amor e Traição” (2003), de Jorge Fernando. Outro filme em que trabalhou nesses anos 2000 é “Harmada” (2003), de Maurice Capovilla. |
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