Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

ATRIZES
Sala Isabel Ribeiro

DIRETORAS
Sala Ana Carolina

POR TRÁS DAS CÂMERAS
Sala Betty Faria
ENTREVISTAS
Sala Dina Sfat
ELAS POR ELES
Sala Lilian Lemmertz
CRÍTICAS
Sala Adriana Prieto

Sala Zezé Macedo
Datas

Arquivo Geral
Referências
O Site
Comentários
Contato




035 – MARIETA SEVERO 
2 de novembro de 1946, *Rio de Janeiro, RJ

Foto: cenca de "Carlota Joaquina - Princesa do Brasil" (1995),
 de Carla Camurati


Uma das unanimidades brasileiras, Marieta Severo é sinônimo de talento tanto no teatro, como na televisão e no cinema, sendo que desenvolveu carreira prestigiosa e premiada nos três veículos. A atriz é capaz de dar vida a personagens densos e díspares, que vão da mais traiçoeira vilã até a dona de casa de classe média, da mais elegante grã-fina até a retirante nordestina, o que lhe acarreta aplausos tanto da crítica como do público.

Marieta Severo estreou nas artes cênicas com 19 anos, quando participa de trabalhos no teatro, no cinema, e na televisão. Na tv, vira sensação como a inesperada vilã assassina `O Rato´, da novela Sheik de Agadir, grande sucesso capa e espada da época. Seu primeiro filme é `Society em Baby-Doll´, em 1965, marcando o início de um caso de amor da atriz pelo cinema, e vice e versa, e que se intensificaria na década de 80, quando a atriz participou de vários filmes, dirigidos por cineastas como Sérgio Rezende - `O Homem da Capa Preta`, e Lui Farias - `Com Licença, Eu vou à luta`. Em 1987, Marieta Severo prestaria homenagem a sua grande amiga Leila Diniz, interpretando a mãe da atriz em amoroso filme dirigido pelo amigo de Leila, Luiz Carlos Lacerda, o Bigode.

Casada durante anos com o cantor e compositor Chico Buarque de Holanda, um dos monstros da música brasileira, Marieta Severo conseguiu construir bela e importante carreira independente dele, mesmo acompanhando o marido ao exílio durante a ditadura militar e recusando a trabalhar na Globo enquanto ele era nome proibido por lá. Na década de 90, a atriz viveria outros grandes momentos no cinema, em filmes como `O Corpo´, `Guerra dos Canudos´, `Castelo Rá-Tim-Bum`, e, sobretudo, em `Carlota Joaquina, Princesa do Brasil´, de Carla Camurati, sensação das telas e marco da chamada ´retomada´ do Cinema Nacional naquela época. Marieta Severo está em `Cazuza, o tempo não pára’, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, sucesso estrondoso nas telas de todo o país, como a mãe do ídolo, Lucinha Araújo. É a protagonista de “A Dona da História”, dirigido por Daniel Filho com lançamento previsto para o segundo semestre.

 
- `Society em Baby-Doll` (1965), de Waldemar Lima e Luiz Carlos Maciel;
- `Todas as Mulheres do Mundo` (1967), de Domingos de Oliveira;
- `Roleta Russa’ (1972), de Bráulio Pedroso;
- `Quatro Contra o Mundo’ (1974), episódio de Stefan Wohl;
- `Crueldade Mortal’ (1976), de Luiz Paulino dos Santos;
- `Gente Fina é Outra Coisa’ (1977), de Antonio Calmon;
- `Chuvas de Verão` (1978), de Carlos Diegues;
- `Bye Bye Brasil` (1979), de Carlos Diegues;
- `Sonho Sem Fim` (1985), de Lauro Escorel;
- `O Homem da Capa Preta` (1986), de Sérgio Rezende;
- `Com Licença, Eu vou à Luta` (1986), de Lui Farias;
- `A Espera’ (1986), de Luiz Fernando Carvalho e Maurício Farias;
- `Sonhos de Menina Moça` (1987), de Teresa Trautman;
- `Leila Diniz` (1987), de Luiz Carlos Lacerda;
- `Mistério no Colégio Brasil’ (1988), de José Frazão;
- `Faca de Dois Gumes` (1989), de Murilo Salles;
- `Vai Trabalhar Vagabundo II` (1991), de Hugo Carvana;
- `O Corpo` (1991), de José Antônio Garcia;
- `Carlota Joaquina, Princesa do Brasil` (1995), de Carla Camurati; 
- `Guerra de Canudos` (1997), de Sérgio Rezende;
- `Um Copo de Cólera` (1999), de Aluísio Abranches;
- `Outras Estórias` (1999), de Pedro Bial;
- `Castelo Rá-Tim-Bum` (1999), de Cão Hamburger;
- `Villa-Lobos – Uma Vida de Paixão’ (2000), de Zelito Viana;
- `Janela da Alma’ (2001), de Walter Carvalho e João Jardim;
- `As Três Marias` (2002), de Aluísio Abranches; 
- `Cazuza, o tempo não pára’ (2004), de Sandra Werneck e Walter Carvalho;

-  `A Dona da História’ (2004), de Daniel Filho;
- `Quase Dois Irmãos`(2005), de Lúcia Murat. 

sala   indice arquivo   Home