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– MARIETA SEVERO
2 de novembro de 1946, *Rio de Janeiro, RJ

Foto: cenca
de "Carlota Joaquina - Princesa do Brasil" (1995),
de Carla Camurati
Uma das unanimidades brasileiras, Marieta Severo é sinônimo de talento tanto
no teatro, como na televisão e no cinema, sendo que desenvolveu carreira
prestigiosa e premiada nos três veículos. A atriz é capaz de dar vida a
personagens densos e díspares, que vão da mais traiçoeira vilã até a dona
de casa de classe média, da mais elegante grã-fina até a retirante
nordestina, o que lhe acarreta aplausos tanto da crítica como do público.
Marieta Severo estreou nas artes cênicas com 19 anos, quando participa de
trabalhos no teatro, no cinema, e na televisão. Na tv, vira sensação como a
inesperada vilã assassina `O Rato´, da novela Sheik de Agadir, grande sucesso
capa e espada da época. Seu primeiro filme é `Society em Baby-Doll´, em 1965,
marcando o início de um caso de amor da atriz pelo cinema, e vice e versa, e
que se intensificaria na década de 80, quando a atriz participou de vários
filmes, dirigidos por cineastas como Sérgio Rezende - `O Homem da Capa Preta`,
e Lui Farias - `Com Licença, Eu vou à luta`. Em 1987, Marieta Severo prestaria
homenagem a sua grande amiga Leila Diniz, interpretando a mãe da atriz em
amoroso filme dirigido pelo amigo de Leila, Luiz Carlos Lacerda, o Bigode.
Casada durante anos com o cantor e compositor Chico Buarque de Holanda, um dos
monstros da música brasileira, Marieta Severo conseguiu construir bela e
importante carreira independente dele, mesmo acompanhando o marido ao exílio
durante a ditadura militar e recusando a trabalhar na Globo enquanto ele era
nome proibido por lá. Na década de 90, a atriz viveria outros grandes momentos
no cinema, em filmes como `O Corpo´, `Guerra dos Canudos´, `Castelo
Rá-Tim-Bum`,
e, sobretudo, em `Carlota Joaquina, Princesa do Brasil´, de Carla Camurati,
sensação das telas e marco da chamada ´retomada´ do Cinema Nacional naquela
época. Marieta Severo está em `Cazuza, o tempo não pára’, de Sandra
Werneck e Walter Carvalho, sucesso estrondoso nas telas de todo o país, como a
mãe do ídolo, Lucinha Araújo. É a protagonista de “A Dona da História”,
dirigido por Daniel Filho com lançamento previsto para o segundo semestre.
- `Society em Baby-Doll` (1965), de Waldemar Lima e Luiz Carlos Maciel;
- `Todas as Mulheres do Mundo` (1967), de Domingos de Oliveira;
- `Roleta Russa’ (1972), de Bráulio Pedroso;
- `Quatro Contra o Mundo’ (1974), episódio de Stefan Wohl;
- `Crueldade Mortal’ (1976), de Luiz Paulino dos Santos;
- `Gente Fina é Outra Coisa’ (1977), de Antonio Calmon;
- `Chuvas de Verão` (1978), de Carlos Diegues;
- `Bye Bye Brasil` (1979), de Carlos Diegues;
- `Sonho Sem Fim` (1985), de Lauro Escorel;
- `O Homem da Capa Preta` (1986), de Sérgio Rezende;
- `Com Licença, Eu vou à Luta` (1986), de Lui Farias;
- `A Espera’ (1986), de Luiz Fernando Carvalho e Maurício Farias;
- `Sonhos de Menina Moça` (1987), de Teresa Trautman;
- `Leila Diniz` (1987), de Luiz Carlos Lacerda;
- `Mistério no Colégio Brasil’ (1988), de José Frazão;
- `Faca de Dois Gumes` (1989), de Murilo Salles;
- `Vai Trabalhar Vagabundo II` (1991), de Hugo Carvana;
- `O Corpo` (1991), de José Antônio Garcia;
- `Carlota Joaquina, Princesa do Brasil` (1995), de Carla Camurati;
- `Guerra de Canudos` (1997), de Sérgio Rezende;
- `Um Copo de Cólera` (1999), de Aluísio Abranches;
- `Outras Estórias` (1999), de Pedro Bial;
- `Castelo Rá-Tim-Bum` (1999), de Cão Hamburger;
- `Villa-Lobos – Uma Vida de Paixão’ (2000), de Zelito Viana;
- `Janela da Alma’ (2001), de Walter Carvalho e João Jardim;
- `As Três Marias` (2002), de Aluísio Abranches;
- `Cazuza, o tempo não pára’ (2004), de Sandra Werneck e Walter Carvalho;
- `A Dona da História’ (2004),
de Daniel Filho;
-
`Quase Dois Irmãos`(2005), de Lúcia Murat.
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