Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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043 - MARIA SILVIA
*16 de fevereiro de 1944, Sao Paulo, SP - +26 de julho de 2009

Foto: cena de "Perdida" (1976),d e Carlos Alberto Prates Correia



Maria Silvia é um dos maiores e melhores exemplos de atriz essencialmente de cinema. A atriz estreou no teatro no final da década de 60 e na tv no final dos anos 70. Mas foi o cinema que revelou todo o seu talento e potencial dramático, capaz de dar voz a personagens ricos em vida interior e diversidade.

O primeiro filme de Maria Silvia foi `Joanna Francesa´, de Carlos Diegues, em 1973. Mas foi o seu segundo filme, `Perdida`, dirigido pelo mineiro Carlos Alberto Prates Correia, que a consagrou no papel da moça simples do interior, Estela, que acaba se prostituindo. Maria Silvia passou então a ser uma das marcas do inteligente, poético e inventivo cinema de Prates Correia, atuando em todos os outros filmes do cineasta: `Cabaret Mineiro`, `Noites do Sertão´ e `Minas- Texas”.

Maria Sílvia tem uma extensa e premiada carreira no cinema, com participação em mais de 20 filmes. Já emprestou seu talento para diretores de correntes diversas, como os cinemanovistas Paulo Cesar Saraceni, Arnaldo Jabor, Rui Guerra e Walter Lima Jr; o marginal Luiz Rosemberg Filho; o cinema paulista de Chico Botelho; entre outros.

 - `Joanna Francesa` (1973), de Carlos Diegues;
- `Perdida` (1976), de Carlos Alberto Prates Correia;
- `A Queda` (1976), de Ruy Guerra;
- `Gordos e Magros’ (1976), de Mário Carneiro;
- `Assuntina das Amérikas’ (1976), de Luiz Rosemberg Filho;- `Anchieta, José do Brasil` (1977), de Paulo Cesar Saraceni;
- `Este Rio Muito Louco’ (1977), episódio de Denoy de Oliveira;
- `Tudo Bem` (1978), de Arnaldo Jabor;
- `Amor e Traição` (1979), de Pedro Camargo;
- `Cabaret Mineiro` (1980), de Carlos Alberto Prates Correia;
- `Eu Te Amo` (1981), de Aranldo Jabor;
- `Luz del Fuego´ (1982), de David Neves;
- `Janete` (1983), de Chico Botelho;
- `O Mágico e o Delegado’ (1983), de Fernando Campos;
- `Noites do Sertão` (1984), de Carlos Alberto Prates Correia;
- `Águia na Cabeça’ (1984), de Paulo Thiago;
- `Patriamada’ (1984), de Tizuka Yamasaki;
- `A Ópera do Malandro` (1986), de Ruy Guerra;
- `Ele, O Boto` (1987), de Walter Lima Jr;
- `Minas-Texas` (1989), de Carlos Alberto Prates Correia;
- `Sombras de Julho` (1995), de Marco Altberg;
- `Como Nascem os Anjos` (1996), de Murilo Salles;
- `Amor & Cia` (1998), de Helvecio Ratton;
- `Uma Vida em Segredo` (2001), de Suzana Amaral;
- `O Diabo a Quatro´(2004), de Alice de Andrade;
- `Desejo`(2005), curta de Anne Pinheiro Guimarães.

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