Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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057 – MARIA RIBEIRO


Foto: cena de "Vidas Secas" (1963), de Nelson Pereira dos Santos


O Cinema Novo, que colocou o cinema brasileiro definitivamente no panorama mundial nos anos 60, surgiu com a proposta de mostrar a realidade brasileira e seu povo na tela e promover uma revolução estética. Nelson Pereira dos Santos, um dos maiores cineastas brasileiros de todos os tempos e também desse movimento, escalou dois não-atores para sua obra-prima `Vidas Secas’, descobrindo duas pequenas jóias: ele, o saudoso Jofre Soares; e ela, a majestosa Maria Ribeiro, que eternizou a fiel companheira e grande matriarca Sinhá Vitória.

Maria Ribeiro espantou a todas as platéias, inclusive as internacionais, com sua presença arrebatadora em ‘Vidas Secas’, em 1963. Era seu primeiro filme, onde fazia uma dobradinha perfeita com o ator Átila Iório. Maria Ribeiro foi descoberta por Nelson Pereira dos Santos no Laboratório Líder, um dos KGs dos cinemanovistas, onde trabalhava como técnica. Dá-se início então a sua carreira de atriz em filmes importantes como no inesquecível ‘A Hora e a Vez de Augusto Matrága”, de Roberto Santos, no tropicalista e alegórico `Os Herdeiros’, de Carlos Diegues, e no sensível ‘Perdida”, do grande Carlos Alberto Prates Corrêa.

Maria Ribeiro voltaria a trabalhar com Nelson Pereira dos Santos mais duas vezes: em “O Amuleto de Ogum’ e ‘A Terceira Margem do Rio’. Depois de morar durante um tempo na Suíça, ela retorna ao Brasil e é convidada por Nelson para participar do último filme citado, ‘A Terceira Margem do Rio’, um mergulho do cineasta na obra de Guimarães Rosa.

 - `Vidas Secas’ (1963), de Nelson Pereira dos Santos;
- `A Hora e A Vez de Augusto Matrága’ (1965), de Roberto Santos;
- `Os Herdeiros’ (1970), de Carlos Diegues;
- `O Amuleto de Ogum’ (1974), de Nelson Pereira dos Santos;
- ‘Soledade’ (1976), de Paulo Thiago;
- ‘Perdida’ (1976), de Carlos Alberto Prates Corrêa;
- ‘A Terceira Margem do Rio’ (1994), de Nelson Pereira dos Santos;
- “As Tranças de Maria’ (2003), de Pedro Carlos Rovai

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