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- MARIA GLADYS
23 de novembro, *Rio de Janeiro, RJ

Foto: com Joel Barcellos em cena de
"A Agonia" (1976), de Júlio Bressane
Ao lado de Helena Ignez, Maria Gladys é uma das musas eternas do Cinema
Marginal, corrente de vanguarda do cinema brasileiro que surgiu no final da
decada de 60 e que tem como maiores expoentes Rogerio Sganzerla e Júlio
Bressane. De Bressane é estrela permanente - no caso do Cinema Marginal o mais
apropriado e anti-estrela - e um dos maiores signos de seu cinema.
A trajetória de Maria Gladys começou no teatro na década de 50, onde passou
pelas mãos dos geniais Gianni Ratto e Ziembinski. No início da década
seguinte, seu primeiro filme a chegar as telas é `Por Um Ceu de Liberdade`, do
lendario Luiz de Barros, o Lulu. Maria Gladys é presença inesquecével no clássico
do Cinema Novo, ´Os Fuzis`, de Ruy Guerra, em que tem uma interpretação
contida e elaborada. No entanto, foi o movimento opositor a ele, o experimental
Cinema Marginal, que alçou a atriz a postura de diva, e do qual ela foi a
perfeita tradução pelo tipo exasperado, escrachado e libertário. Sua estréia
no movimento, em `O Anjo Nasceu` de Bressane, ja nasceu clássica.
Maria Gladys tem uma carreira extensa no cinema, com um curriculo de mais de 30
filmes. Como só foi para as novelas duas décadas depois de estrear no cinema
-e até hoje em papeis pequenos, desenvolveu na telona uma trajetória
importante. Além dos essenciais Bressane e Sganzerla, marcou presença em
filmes de cineastas importantes como Neville d’ Almeida, Miguel Borges,
Antonio Calmon, Domingos de Oliveira, Hugo Carvana, Jose Sette de Barros, Paulo
Cesar Saraceni e Walter Lima Jr.
- ´Por um Céu de Liberdade` (1961), de Luiz de Barros;
- `Bonitinha, mas Ordinária’ (1963), de Billy Davis;
- `Os Fuzis` (1964), de Ruy Guerra;
- `Canalha em Crise` (1965), de Miguel Borges;
- `Um Diamante e Cinco Balas’ (1966), de Libero Luxardo;
- `Todas as Mulheres do Mundo` (1967), de Domingos de Oliveira;
- `Copacabana Me Engana` (1968), de Antonio Carlos Fontoura;
- `Edu, Coração de Ouro’ (1968), de Domingos de Oliveira;
- `Como Vai, Vai Bem?’ (1969), de Carlos Alberto Abreu, Carlos Alberto
Camyrano, Daniel Chutorlanscy, Alberto Salvá, Valquíria Salvá e Paulo Veríssimo;
- ´O Anjo Nasceu` (1969), de Julio Bressane;
- `Sem Essa Aranha` (1970), de Rogerio Sganzerla;
- `A Familia do Barulho` (1970), de Julio Bressane;
- `Cuidado Madame` (1970), de Julio Bressane;
- `Sangue Quente em Tarde Fria’ (1970), de Fernando Campos e Renato
- `Meu Pé de Laranja Lima’ (1970), de Aurélio Teixeira
- `É Simonal’ (1970), de Domingos de Oliveira;
- `O Donzelo’ (1970), de Stefan Wohl;
- ´Piranhas do Asfalto` (1971), de Neville De Almeida;
- `Mangue Bangue` (1971), de Neville de Almeida;
- ´O Capitao Bandeira Contra o Doutor Moura Brasil` (1971), de Antonio Calmon;
- `A Agonia' (1976), de Júlio Bressane;
- `Anchieta, José do Brasil` (1977), de Paulo Cesar Saraceni;
- `O Gigante da América` (1978), de Julio Bressane;
- `Agonia` (1978), de Julio Bressane;
- `Maria Gladys, Uma Atriz Brasileira’ (1979), de Norma Bengell;
- `Rio Babilônia’ (1982), de Neville D’Almeida;
- `Bar Esperança` (1983), de Hugo Carvana;
- `Um Filme 100% Brasileiro` (1985), de Jose Sette de Barros;
- ´Brás Cubas` (1985), de Julio Bressane;
- `Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez’ (1985), de Ivan Cardoso,
John Herbert;
- `O Bebê’ (1987), de Ana Maria Magalhães;
- `Natal da Portela’ (1988), de Paulo Cesar Saraceni;
- `A Grande Arte’ (1991), de Walter Salles;
- `Matou a Família e Foi ao Cinema’ (1991), de Neville D’Almeida;
- `O Monge e a Filha do Carrasco` (1995), de Walter Lima Jr.
- `Apolônio Brasil, Campeão da Alegria’ (2003), de Hugo Carvana
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