Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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114 – MARIA CLÁUDIA
9 de outubro de 1949, *Rio de Janeiro, RJ

Foto: com Reginaldo Farias em filmagens de "O Flagrante" (1975),
de Reginaldo Farias


Durante a carreira artística, algumas atrizes sofrem revezes que interrompem carreiras consolidadas ou promissoras. E por motivos os mais diversos: algumas são vítimas de acidentes fatais, como Leila Diniz, Adriana Prieto e Anecy Rocha; outras se retiram por opção, como Odete Lara, que abandonou o estrelato para viver em retiro.Há ainda aquelas que interrompem ou diminuem seus trabalho por motivos diversos, como A bela Maria Cláudia, que teve problemas vocais na década de 80.


Maria Cláudia começou a carreira artística na tv em 1969, na novela ´Verão Vermelho´, um grande sucesso de Dias Gomes na Rede Globo. Iniciava aí uma carreira de sucesso na telinha, onde a atriz computa cerca de 15 novelas, em papel de destaque ou como protagonista. Sua estréia no Cinema Nacional acontece em 1971, interpretando uma doce mendiga em ´Bonga, O Vagabundo´, dirigido por Victor de Lima, e um dos melhores filmes de Renato Aragão antes de incorporar o personagem Didi de Os Trapalhões. No ano seguinte Maria Cláudia atuou em ´Independência ou Morte´, de Carlos Coimbra. A atriz, que desenvolve carreira também no teatro, marca presença constante no cinema na década de 70, atuando em filmes de Reginaldo Faria, Carlos Alberto de Souza Barros, Hugo Carvana e Alcino Diniz.

Em 1981 Maria Cláudia é escalada por Walter Hugo Khouri, cineasta que filmou algumas de nossas mais belas atrizes para um de seus grandes filmes, ´Eros, O Deus do Amor´, que reunia algumas dessas grandes musas. No entanto, nesses primeiros anos da década de 80 – em 83 protagoniza a novela ´Pão Pão, Beijo Beijo´ - Maria Cláudia tem graves problemas vocais – a voz rouca era uma de suas marcas – e retira-se da carreira artística, retornando somente após dez anos de afastamento.


 - ‘Bonga, O Vagabundo Trapalhão´ (1971), de Victor de Lima;
- ´Independência ou Morte´ (1972), de Carlos Coimbra;
- ´O Flagrante´ (1975), de Reginaldo Farias;
- ´Um Marido Contagiante´ (1977), de Carlos Alberto de Souza Barros;
- ´Se Segura, Malandro´ (1978), de Hugo Carvana;
- `O Coronel e o Lobisomem´ (1979), de Alcino Diniz;
- ´Eros, O Deus do Amor´ (1981), de Walter Hugo Khouri

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