Grande
Dama da canção brasileira, Maria Bethânia deu
vazão ao seu lado de atriz não apenas nos palcos, mas
também no cinema brasileiro.
Há
mais de quatro décadas que a baiana Maria Bethânia é
uma das mais importantes cantoras da música popular brasileira.
Ainda na sua meninice na terra natal, Santo Amaro da Purificação,
Bethânia já sabia que seu futuro seria o palco, destino
cumprido pelos primeiros shows na Bahia e pela consagração
nacional em 1965, no show “Opinião”, substituindo Nara Leão,
ao lado de Zé Kéti e João do Vale. Irmã
mais nova de Caetano Veloso, e primeira a atingir o estrelato, compôs
com o irmão e os amigos Gal Costa e Gilberto Gil – também
chamados de “Os Doces Bárbaros” (show que reuniu os quatro,
rendeu disco e depois DVD), uma geração de ouro de artistas
baianos, com consagração e relevância nacional
e internacional. Maria Bethânia sempre foi avessa à TV,
ainda que tenha participado de vários programas durante sua
carreira – seus clipes no programa Fantástico, da Rede Globo,
causavam sensação. Já com o cinema a relação
foi diferente, não é à toa que foi grande amiga
da atriz Anecy Rocha e que, ainda na época de “Opinião”,
tenha sido objeto de registro de dois grandes cineastas, Julio Bressane
e Eduardo Escorel, no curta-metragem “Bethânia Bem de Perto
– A Propósito de um Show”.
Maria
Bethânia surgiu na cena musical nacional com força de
intérprete e de personalidade, e, por isso, continuou despertando
o interesse do cinema. Décadas depois de “Os Doces Bárbaros”
(1977), de Jom Tob Azulay, mais dois documentários foram feitos
sobre ela: os belos “Maria Bethânia: Música é
Perfume” (2005), dirigido pelo francês Georges Gachot; e “Maria
Bethânia – Pedrinha de Aruanda” (2007), de Andrucha Waddington.
Maria Bethânia tem outros registros no cinema, seja em depoimentos,
como cantora e como narradora. Mas o grande trabalho com atriz foi
no filme “Quando o Carnaval Chegar”, de Carlos Diegues, em 1972. No
musical, uma homenagem aos cantores do rádio, ela é
Rosa, integrante de uma troupe de artistas formada ainda por Paulo
(Chico Buarque), Mimi (Nara Leão).
-
“O Desafio” (1965), de Paulo César Saraceni;
- “Bethânia Bem de Perto – A Propósito de um Show” (1966),
de Julio Bressane e Eduardo Escorel;
- “Garota de Ipanema” (1967), de Leon Hirszman;
- “O Homem que Comprou o Mundo” (1968), de Eduardo Coutinho;
- “Saravah” (1972), de Pierre Barouh;
- “Quando o Carnaval Chegar” (1972), de Carlos Diegues;
- “Os Doces Bárbaros” (1977), de Jom Tob Azulay;
- “Outros Doces Bárbaros” (2002), de Andrucha Waddington;
- “O Ovo” (2003), curta de Nicole Algranti;
- “Vinícius” (2005), de Miguel Faria Jr.;
- “Maria Bethânia: Música é Perfume” (2005), Georges
Gachot;
- “Por Acaso Gullar” (2006), curta de Rodrigo Bittencourt e Maria
Rezende;
- “Maria Bethânia – Pedrinha de Aruanda” (2007), de Andrucha
Waddington.
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