Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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078 – MARIA DEALVES
7 de novembro, *Sergipe - 8 de maio de 2008

Foto: cena de "Se Segura, Malandro" (1978), de Hugo Carvana


Cinema é uma indústria cara, e é, sobretudo, um trabalho de equipe. Daí a importância dos coadjuvantes no elenco de um filme, fato reconhecido pela maior premiação americana, o Oscar, e em tantos outros festivais que destacam o trabalho desses atores e atrizes. E nessa categoria, a atriz Maria Dealves é uma presença constante no Cinema Nacional.

Infelizmente, nem a Enciclopédia do Cinema Brasileiro e tampouco o Dicionário de Atores e Atrizes reservaram um verbete para a carioca Maria Dealves. Maria Dealves tem uma carreira cinematográfica extensa, indo da metade dos anos 1960 até a produção atual. Depois de atuações em filmes de Carlos Hugo Christensen e Zelito Viana, tem papel de destaque em "Perdida" (1973), de Carlos Alberto Prates Correia (1973) - indicada como Melhor Atriz Coadjuvante para o APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte. A partir daí marca presença em vários filmes, de cineastas importantes como , Bruno Barreto, Hector Babenco e Walter Salles. Com Hugo Carvana tem boa presença em `Se Segura Malandro´, em 1978, e volta a atuar sob as lentes do ator e diretor em 1987, em Vai Trabalhar Vagabundo II`.

Maria Dealves é também cantora, dançarina e professora de interpretação. Tem longa carreira também na TV, onde estreou em novelas no marco ´Irmãos Coragem` (1970), e já atuou em inúmeras outras, como "Baila Comigo" (1981), de Manoel Carlos - Prêmio Coadjuvante de Ouro, por Artur da Távola, além de, minisséries, seriados e especiais. Mesmo assim não deixou sua carreira cinematográfica de lado. Alguns outros destaques de seu trabalho de atriz são em `O Cortiço`, `Para Viver Um Grande Amor`, `Noites do Sertão` e `Sombras de Julho`. Maria Dealves também dirigiu, roteirizou e atuou no curta "Elisa" (2001) e no média "Ator Profissão Amor" (2002) - este último, selecionado para o Festival BR 2003 e para ser exibido na Biblioteca Nacional de Paris no evento França/Brasil 2005.

- "Lana Rainha das Amazonas" (1964), co-produção Brasil/Alemanha dirigida por Cyll Farney e Géza Von Cziffra;
- "Crônica da Cidade Amada" (1964), de Carlos Hugo Christensen;
- "Os Condenados" (1973), de Zelito Viana;
- "Perdida" (1973), de Carlos Alberto Prates Correia;
- "Rainha Diaba" (1974), de Antonio Carlos da Fontoura;
 - `A Extorsão` (1974), de Flávio Tambellini;
- `O Jogo da Vida` (1975), de Maurice Capovilla;
- `Gente Fina É Outra Coisa’ (1976), de Antonio Calmon;
- "Ladrões de Cinema" (1976), de Fernando Coni Campos;
- "Gargalhada Final" (1976), de Xavier de Oliveira;
- `Se Segura Malandro` (1977), de Hugo Carvana;
- `O Cortiço` (1977), de Francisco Ramalho Jr.;
- `Coronel Delmiro Gouveia` (1977), de Geraldo Sarno;
- "Os Trapalhões nas Minas do Rei Salomão" (1977), de J.B. Tanko;
- "Alô Alô Tetéia" (1978), curta de José Jofilly;
- "O Gato sem Asas" (1978), curta de Pedro dos Anjos;
- "Terror e Êxtase" (1979), de Antonio Calmon;
- "A Mulher Sensual" (1980), de Antonio Calmon;
- "O Bom Burguês" (1982), de Oswaldo Caldeira;
- `Para Viver Um Grande Amor` (1983), de Miguel Faria Jr.;
- `Noites do Sertão` (1983), de Carlos Alberto Prates Correia;
- "Histórias de Vôos" (1984), produção alemã dirigida por Marcus Scholz;
- `Fonte da Saudade` (1986), de Marco Altberg;
- `Romance da Empregada` (1987), de Bruno Barreto;
- "Vai Trabalhar Vagabundo II" (1987), de Hugo Carvana;
- "Damas das Noites" (1987), curta de Sandra Werneck
- `A Grande Arte` (1989), de Walter Salles;
- "Brincando nos Campos do Senhor" (1990), de Hector Babenco;
- "Black Demons" (1990), produção italiana dirigida por Humberto Lenzi;
- "Era Uma Vez" (1994), de Arturo Uranga;
- `Sombras de Julho` (1995), de Marco Altberg;
- `Mauá: O Imperador e o Rei` (1998), de Sérgio Rezende.
- "Só Deus Sabe" (2004), produção mexicana dirigida por Carlos Bolado.

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