Maria
Alice Vergueiro é uma das grandes damas do teatro paulista,
sobretudo em espetáculos que apostam em pesquisa e vanguarda.
Com poucas atuações na televisão, a atriz, felizmente,
marca presença no cinema desde a década de 1970.
Maria
Alice Vergueiro começou a carreira no teatro e é aí
que vai construir uma das mais notáveis trajetórias
dos palcos brasileiros – atuou em “A Mandrágora” (1962), com
direção de Augusto Boal e no marco “O Rei da Vela”,
do Oficina, dirigida por José Celso Martinez Correa, além
de várias peças ao longo da carreira, algumas como diretora;
é também uma das fundadoras do grupo Onitorrinco. Na
TV, atua esporadicamente – alguns trabalhos são a Lucrecia
da novela “Sassaricando” (1987), de Sílvio de Abreu; e a Leda
do seriado “O Sistema” (2007). A atriz estreou no cinema em “Amor
e Medo” (1974), de José Rubens Siqueira.
Maria
Alice Vergueiro marca presença em filme de cineastas importantes
como David Neves, José Antonio Garcia, Guilherme de Almeida
Prado, Denoy de Oliveira e José Joffily – com esse último
faz uma beata com ocultas tentações libidinosas em “Urubus
e Papagaios” (1985). Além de atuar na transposição
de “O Rei da Vela” (1983) para o cinema, com direção
de José Celso Martinez Correa e Noílton Nunes, Maria
Alice Vergueiro tornou-se presença constante nos filmes do
polêmico Sérgio Bianchi: “Maldita Coincidência”
(1979), “Romance” (1988) e “Cronicamente Inviável” (2000) –
nesse último, faz uma marcante participação como
uma mulher que atropela um pivete. Recentemente, Maria Alice Vergueiro
fez muito sucesso na internet com o irreverente curta “Tapa na Pantera”
(2006), de Rafael Gomes, Esmir Filho e Mariana bastos.
-
“Amor e Medo” (1974), de José Rubens Siqueira;
- “Os Demônios de Alcácer Quibir” (1977), produção
portuguesa dirigida por José Fonseca e Costa;
- “Maldita Coincidência” (1979), de Sérgio Bianchi;
- “Muito Prazer” (1979), de David Neves;
- “O Rei da Vela” (1983), de José Celso Martinez Correa e Noílton
Nunes;
- “Urubus e Papagaios” (1985), de José Joffily;
- “Romance” (1988), de Sérgio Bianchi;
- “O Corpo” (1991), de José Antonio Garcia;
- “Perfume de Gardênia” (1992), de Guilherme de Almeida Prado;
- “A Grande Noitada” (1997), de Denoy de Oliveira;
- “Cronicamente Inviável” (2000), de Sérgio Bianchi;
- “Ato II Cena 5” (2004), curta de Esmir Filho e Rafael Gomes;
- “Tapa na Pantera” (2006), curta de Esmir Filho, Rafael Gomes e Mariana
Bastos.
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