Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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206 - LUIZA BARRETO LEITE
 1 de dezembro de 1996, *Santa Maria, RS

 

Foto: com  Modesto de Souza em cena de "Falta Alguém no Manicômio" (1948),
de José Carlos Burle

Com carreira importante no teatro, a gaúcha Luiza Barreto Leite levou sua arte também para o cinema, onde atuou em mais de uma dezena de filmes nas décadas de 40 e 50. 

Nascida em Santa Maria, Rio Grande do Sul, Luiza Barreto Leite é uma grande Dama do Tatro e faz parte de uma importante família das artes cênicas – é irmã da atriz Maria Barreto Leite e tia da também atriz e cantora Mariana de Moraes. Luíza Barreto Leite tem grandiosa carreira nos palcos - foi uma das fundadoras do histórico grupo “Os Comediantes”. Fez carreira também no rádio, onde foi diretora de radioteatro da Rádio Mec. Luíza Barreto Leite estréia no cinema em 1946, atuando em dois filmes de Moacyr Fenelon, “Sob a Luz de Meu Bairro” e “Fantasmas por Acaso”.  E é na década de 40 que vai marcar presença continua nas telas do cinema, com filmes importantes no currículo e dirigidos por grandes mestres como José Carlos Burle e Fernando de Barros. Com Burle, atua em “Luz dos Meus Olhos” e “Falta Alguém no Manicômio”; já com Barros, atua em “Caminhos do Sul. Outro filme importante em que participa, apesar do fracasso na época, é “Inconfidência Mineira”, o projeto da vida da atriz, produtora e diretora Carmen Santos. 

Luiza Barreto Leite transita por diferentes estúdios, como a Brasil Vita Filmes de Carmen Santos, a Cinédia, no qual atua em “Mãe” de Teófillo de Barros Filho, e na Atlântida, onde rodou a maior parte de seus filmes. Na Atlântida foi dirigida por Moacyr Fenelon, Edmond, Watson Macedo  e J. B. Tanko. 

- “Sob a Luz do Meu Bairro” (1946), de Moacyr Fenelon;
- “Fantasma por Acaso” (1946), de Moacyr Fenelon;
- “Luz dos Meus Olhos” (1947), de José Carlos Burle;
- “Terra Violenta” (1948), de Edmond F. Bernoudy;
- “Inconfidência Mineira” (1948), de Carmen Santos;
- “Falta Alguém no Manicômio” (1948), de José Carlos Burle;
- “Mãe” (1948), de Teófilo de Barros Filho;
- “Caminhos do Sul” (1949), de Fernando de Barros;
- “Aí Vem o Barão” (1951), de Watson Macedo;
- “Areias Ardentes” (1952), de J. B. Tanko;

- “Sinfonia Carioca” (1955), de Watson Macedo.

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