Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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203 - LUDMILA DAYER
18 de junho de 1983, *Rio de Janeiro, RJ

 

Foto: cena de "Vida de Menina" (2005), de Helena Solberg

Em 1995, o filme “Carlota Joaquina – Pryncesa do Brasil” levou milhares de pessoas ao cinema e marcou a estréia na direção em longas de Carla Camurati. E entre tantas atrações do filme, uma menina encantou a todos com o seu talento. Seu nome: Ludmila Dayer. 

Nascida no Rio de Janeiro, Ludmila Dayer começou cedo a carreira – tinha apenas 10 anos quando começou a filmar “Carlota Joaquina – Pryncesa do Brasil”. No filme, ela interpreta Carlota Joaquina de forma admirável, fazendo uma ponte inesquecível para a personagem adulta, interpretada por Marieta Severo. Não só o público adorou sua performance, como também os críticos, e Ludmila Dayer acabou levando para casa o prêmio de Atriz Revelação pela APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte. Dirigida por Walter Avancini, a atriz participou da novela “Xica da Silva” (1996), mas foi como Joana em “Malhação”  – “Malhação – Múltipla Escolha” (2000) - que ficou conhecida pelo grande público. Ainda na década de 90, Ludmila Dayer volta a surpreender público e crítica com mais um trabalho arrebatador no cinema como a perigosa ninfeta Alice no episódio “Diabólica”, dirigido por Cláudio Torres, do filme “Traição” – os outros diretores do longa são José Henrique Fonseca e Arthur Fontes. 

Ludmila Dayer entra os anos 2000 com trabalhos importantes na televisão e no cinema. Na telinha, faz sucesso como Ninfa Bebê em “Senhora do Destino” (2004). Já no cinema, protagoniza o belo e premiado filme de Helena Solberg, “Vida de Menina”, uma adaptação dos diários de Helena Morley, obra confessional sobre a vida de uma garota na Diamantina do final do século XIX e que encantou escritores como Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade e Elisabeth Bishop. Ludmila Dayer é alma do filme e encarna a personagem com luminosidade e frescor, reafirmando seu talento com uma das melhores revelações do cinema brasileiro atual. 

- “Carlota Joaquina – Pryncesa do Brasil” (1995), de Carla Camurati;
- “Traição” (1998), episódio dirigido por Cláudio Torres;

- “Vida de Menina” (2003), de Helena Solberg

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