Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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Lucy Barreto

 

Mineira de Uberlândia, Lucy Barreto nasceu em 1933, sendo que o sobrenome foi adquirido com o casamento com Luiz Carlos Barreto na década de 50 e, a partir dos anos 60, sinônimo de cinema brasileiro pela intensa atuação de toda a família. 

Produtora de ponta do cinema nacional, Lucy Barreto e o marido são os donos da LC Barreto e Filmes dos Equador, e responsáveis por uma lista de dezenas de títulos produzidos, contemplando cineastas veteranos, sobretudo nomes do Cinema Novo, filmes dos dois filhos cineastas, Bruno e Fábio Barreto, e de novos talentos, como Vicente Amorim. 

Lucy Barreto começou sua carreira cinematográfica como assistente de cenografia em “Os Herdeiros”, de Carlos Diegues, realizado em 1968. 

Nos anos 70, intensifica sua atuação como produtora, participando de filmes importantes como “Bye Bye Brasil” (1979), de Carlos Diegues, e, sobretudo, dos filmes em família – “Tati, A Garota”, estréia de Buno Barreto em longas em 1973 é o primeiro. Depois vieram do mesmo diretor “A Estrela Sobe” (1974); “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, em 1976, uma dos maiores sucessos da história do cinema brasileiro com repercussão internacional; e “Amor Bandido” (1979). 

Na década de 80, o filho caçula, Fábio Barreto, também estréia na direção com “Índia, A Filha do Sol”, em 1982, e é Lucy Barreto que assina a produção, fato que se repete também nos outros títulos de Fábio: “O Rei do Rio” (1985);  “Luzia Homem” (1987);  “Bela Donna” (1998) e “A Paixão de Jacobina” (2002). Para o sucesso internacional “O Quatrilho” (1995), indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, assinou a produção executiva. 

Para Buno Barreto, assinou a produção também de “Além da Paixão” (1985), “Romance da Empregada” (1987), “Bossa Nova” (2000), e o também indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro “O Que É Isso Companheiro” (1997).  

Lucy Barreto produziu ou co-produziu filmes para outros cineastas oriundos do Cinema Novo, além de Carlos Diegues: Walter Lima Jr em “Inocência” (1983) e “Ele, O Boto” (1987) e Nelson Pereira dos Santos em “Memórias do Cárcere” (1984) são alguns exemplos. 

Miguel Borges, Anselmo Duarte, Marco Altberg e Vicente Amorin são outros cineastas para os quais já trabalhou, seja como produtora ou como produtora executiva.

Uma das suas principais funções é selecionar roteiros e escolher livros que podem virar filmes. Foi Lucy Barreto quem escolheu as histórias de "O Quatrilho", "O Que É Isso, Companheiro?" e "Bela Donna" para virarem filmes dirigidos por seus filhos.

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