Os Trapalhões marcaram para sempre o cinema nacional com filmes
campeões de bilheteria. E dentre toda a obra do grupo, um dos
pontos altos é “O Saltimbancos Trapalhões”, filme que
conta com a presença luminosa da atriz e cantora Lucinha Lins.
Lucinha
Lins é um grande nome dos musicais brasileiros. Nos anos 1970,
casa-se com o cantor e compositor Ivan Lins, com o qual inicia carreira
musical – integra o grupo MAU (Movimento Artístico Universitário);
vence – e recebe vaia estrondosa – com a música “Purpurina”,
de Jerônimo Jardim, o Festival MPB Shell 1981; e estrela o musical
“Sempre Sempre Mais”, ao lado de Cláudio Tovar, que origina
seu primeiro, e homônimo, disco como cantora. A estréia
como atriz na televisão se dá no seriado “Plantão
de Polícia” (1979/81), mas são os trabalhos seguintes
que lhe darão projeção como atriz de prestígio
– a Santinha na minissérie “Rabo de Saia” (1984 – Walter George
Durst); e a Mocinha na novela “Roque Santeiro” (1985 – Dias Gomes
e Aguinaldo Silva). A estréia no cinema se dá de forma
fulgurante e inesquecível em “Os Saltimbancos Trapalhões”
(1981, dirigido por J.B. Tanko e baseado no musical de Chico Buarque
e de Sérgio Bardotti, e adaptado para o universo de Os Trapalhões.
Lucinha
Lins mantém carreira pontual no cinema nas décadas de
1980, 90 e agora nos anos 2000. Nos anos 1980, a atriz integra a galeria
de Walter Hugo Khouri no importante “Amor Voraz”. Nos anos seguintes,
atua em filmes de Alcino Diniz, Ricardo Miranda, Ricardo Pinto e Silva,
Zelito Viana e Ricardo Elias.
-
“As Saltimbancos Trapalhões” (1981), de J. B. Tanko);
- “Atrapalhando a Suate” (1983), de Victor Lustosa;
- “Amor Voraz” (1984), de Walter Hugo Khouri;
- “O Quebra-Nozes” (1986), de Alcino Diniz;
- “Assim na Tela Como no Céu” (1990), de Ricardo Miranda;
- “Sua Excelência, O Candidato” (1992), de Ricardo Pinto e Silva;
- “Villa-Lobos – Uma Vida de Paixão” (2000), de Zelito Viana;
- “Os 12 Trabalhos” (2006), de Ricardo Elias.
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