Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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LUCINHA LINS
9 de março de 1953, *Rio de Janeiro - RJ

Foto: com Sidney Santiago em cena de
"Os 12 Trabalhos" (2006), de Ricardo Elias

Os Trapalhões marcaram para sempre o cinema nacional com filmes campeões de bilheteria. E dentre toda a obra do grupo, um dos pontos altos é “O Saltimbancos Trapalhões”, filme que conta com a presença luminosa da atriz e cantora Lucinha Lins.

Lucinha Lins é um grande nome dos musicais brasileiros. Nos anos 1970, casa-se com o cantor e compositor Ivan Lins, com o qual inicia carreira musical – integra o grupo MAU (Movimento Artístico Universitário); vence – e recebe vaia estrondosa – com a música “Purpurina”, de Jerônimo Jardim, o Festival MPB Shell 1981; e estrela o musical “Sempre Sempre Mais”, ao lado de Cláudio Tovar, que origina seu primeiro, e homônimo, disco como cantora. A estréia como atriz na televisão se dá no seriado “Plantão de Polícia” (1979/81), mas são os trabalhos seguintes que lhe darão projeção como atriz de prestígio – a Santinha na minissérie “Rabo de Saia” (1984 – Walter George Durst); e a Mocinha na novela “Roque Santeiro” (1985 – Dias Gomes e Aguinaldo Silva). A estréia no cinema se dá de forma fulgurante e inesquecível em “Os Saltimbancos Trapalhões” (1981, dirigido por J.B. Tanko e baseado no musical de Chico Buarque e de Sérgio Bardotti, e adaptado para o universo de Os Trapalhões.

Lucinha Lins mantém carreira pontual no cinema nas décadas de 1980, 90 e agora nos anos 2000. Nos anos 1980, a atriz integra a galeria de Walter Hugo Khouri no importante “Amor Voraz”. Nos anos seguintes, atua em filmes de Alcino Diniz, Ricardo Miranda, Ricardo Pinto e Silva, Zelito Viana e Ricardo Elias.

- “As Saltimbancos Trapalhões” (1981), de J. B. Tanko);
- “Atrapalhando a Suate” (1983), de Victor Lustosa;
- “Amor Voraz” (1984), de Walter Hugo Khouri;
- “O Quebra-Nozes” (1986), de Alcino Diniz;
- “Assim na Tela Como no Céu” (1990), de Ricardo Miranda;
- “Sua Excelência, O Candidato” (1992), de Ricardo Pinto e Silva;
- “Villa-Lobos – Uma Vida de Paixão” (2000), de Zelito Viana;
- “Os 12 Trabalhos” (2006), de Ricardo Elias.

 



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