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Lúcia Murat
Importante cineasta brasileira, Lucia Murat nasceu no Rio de janeiro em 1949. Seu cinema é altamente engajado, em que temas políticos estão emaranhados a dramas particulares e/ou coletivos, sem abrir mão de elementos da narrativa ficcional. Durante
a ditadura militar, Lúcia Murat
participou do MR-8, Movimento Revolucionário que combateu o regime, cujos
membros sofreram na pele os horrores desse terrível momento político brasileiro.
Lúcia
Murat foi presa, torturada, e passou três anos e meio encarcerada, de 1971 até
1974. Essa terrível experiência foi registrada com maestria em seu longa de
estréia, “Que Bom Te ver Viva”, em que a atriz Irene Ravache interpreta o
assombramento dessas mulheres, ao mesmo tempo em que as vítimas reais dão
depoimentos sobre o seus dramas. “Que Bom Te Ver Viva” é um filme
magistral, em que Lúcia Murat entremeia ficção e documentário com mão de
veterana. Antes
de estrear em longas, Lúcia Murat dirigiu o curta “O Pequeno Exército
Louco” em 1984, que tem como tema outro fato político: a Revolução
Sandinista na Nicarágua. Em
1992, integra o filme “Oswaldianas”, ao lado de Rogério Sganzerla, Júlio
Bressane, Ricardo Dias, Roberto Moreira e Inácio Zatz, com o episódio “Daisy
das Almas deste Mundo”. Ainda
na década de 90, Lúcia Murat mergulha nos bastidores das milionárias
campanhas políticas e dirige “Doces Poderes”. O filme, realizado em 1997,
é protagonizado por Antônio Fagundes e Marisa Orth. A cineasta entra os anos 2000 com um olhar sobre a explosiva relação entre índios e colonizadores em “Brava Gente Brasileira”. Já em 20003, dirige o premiado “Quase Dois Irmãos”, filme protagonizado por Caco Ciocler e Flávio Bauraqui, e que tem, claro, o contexto político como cenário. Dessa vez, através da relação de amizade entre dois garotos, um do asfalto e outro do morro, que tomam caminhos diversos e depois se encontram nas celas de um presídio: um como preso político e o outro como infrator. |
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