Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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LÚCIA ALVES
4 de novembro de 1948, * MG

Foto: Lucia Alves (como cabelereira) com Camila Pitanga e Vera Holtz em cena de,
"Bendito Fruto" (2004), de Sérgio Goldenberg


Atriz de grande apelo popular na televisão, Lúcia Alves começou sua carreira artística no cinema, em meados da década de 1960.

Dirigido por J.B. Tanko em 1965, “Um Ramo para Luíza” marcou o início da trajetória artística de Lúcia Alves. Começava aí uma carreira marcante dessa atriz que fez da televisão seu principal veículo, mas que não deixou de atuar também no teatro e no cinema. A estréia em novelas foi na TV Tupi em “Enquanto Houver Estrelas”, de Mário Brasini, em 1969, mas a consagração veio mesmo como a índia Potira em “Irmãos Coragem”, marco de Janete Clair em 1970. Depois, tem bons momentos em novelas como “Plumas & Paetês” (1980), de Cassiano Gabus Mendes, em que faz Veroca. No cinema, dá continuidade à carreira sendo dirigida novamente por J.B. Tanko em “Pais Quadrados, Filhos Avançados”, “Estranho Triângulo”, de Pedro Camargo, e “O Homem da Cabeça de Ouro”, de Alberto Pieralisi – todos da década de 1970.

Nos anos 1980, Lúcia Alves atua em “Tortura Cruel”, filme dirigido pelo popular e cultuado Tony Vieira, e tem bom momento também em “Lua Cheia”, de Alain Fresnot. Depois de participar de apenas um filme na década de 1990, “Fica Comigo”, de Tizuka Yamasaki, Lúcia Alves entra os anos 2000 com o pé direito. A atriz está em “Quase Dois Irmãos”, de Lúcia Murat, e com grande destaque no adorável “Bendito Fruto” (2004), de Sérgio Goldenberg – um dos melhores filmes desta primeira metade de década. Por sua composição da cabeleireira Telma, Lúcia Alves recebeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Brasília de 2004 – primeiro prêmio na sua carreira cinematográfica.

- “Um Ramo para Luíza” (1965), de J.B. Tanko;
- “Pais Quadrados, Filhos Avançados” (1970), J.B. Tanko;
- “Estranho Triangulo” (1970), de Pedro Camargo;
- “O Homem da Cabeça de Ouro” (1975), de Alberto Pieralisi;
- “Tortura Cruel” (1980), de Tony Vieira;
- “Tem Piranha no Aquário” (1982), de Vital Filho;
- “Lua Cheia” (1989), de Alain Fresnot;
- “Fica Comigo” (1998), de Tizuka Yamasaki;
- “Quase Dois Irmãos” (2004), de Lúcia Murat;
- “Bendito Fruto” (2004), de Sérgio Goldenberg.

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