Foto:
Lucia Alves (como cabelereira) com Camila Pitanga e Vera Holtz em
cena de,
"Bendito Fruto" (2004), de Sérgio Goldenberg
Atriz de grande apelo popular na televisão, Lúcia Alves
começou sua carreira artística no cinema, em meados
da década de 1960.
Dirigido
por J.B. Tanko em 1965, “Um Ramo para Luíza” marcou o início
da trajetória artística de Lúcia Alves. Começava
aí uma carreira marcante dessa atriz que fez da televisão
seu principal veículo, mas que não deixou de atuar também
no teatro e no cinema. A estréia em novelas foi na TV Tupi
em “Enquanto Houver Estrelas”, de Mário Brasini, em 1969, mas
a consagração veio mesmo como a índia Potira
em “Irmãos Coragem”, marco de Janete Clair em 1970. Depois,
tem bons momentos em novelas como “Plumas & Paetês” (1980),
de Cassiano Gabus Mendes, em que faz Veroca. No cinema, dá
continuidade à carreira sendo dirigida novamente por J.B. Tanko
em “Pais Quadrados, Filhos Avançados”, “Estranho Triângulo”,
de Pedro Camargo, e “O Homem da Cabeça de Ouro”, de Alberto
Pieralisi – todos da década de 1970.
Nos
anos 1980, Lúcia Alves atua em “Tortura Cruel”, filme dirigido
pelo popular e cultuado Tony Vieira, e tem bom momento também
em “Lua Cheia”, de Alain Fresnot. Depois de participar de apenas um
filme na década de 1990, “Fica Comigo”, de Tizuka Yamasaki,
Lúcia Alves entra os anos 2000 com o pé direito. A atriz
está em “Quase Dois Irmãos”, de Lúcia Murat,
e com grande destaque no adorável “Bendito Fruto” (2004), de
Sérgio Goldenberg – um dos melhores filmes desta primeira metade
de década. Por sua composição da cabeleireira
Telma, Lúcia Alves recebeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante
no Festival de Brasília de 2004 – primeiro prêmio na
sua carreira cinematográfica.
-
“Um Ramo para Luíza” (1965), de J.B. Tanko;
- “Pais Quadrados, Filhos Avançados” (1970), J.B. Tanko;
- “Estranho Triangulo” (1970), de Pedro Camargo;
- “O Homem da Cabeça de Ouro” (1975), de Alberto Pieralisi;
- “Tortura Cruel” (1980), de Tony Vieira;
- “Tem Piranha no Aquário” (1982), de Vital Filho;
- “Lua Cheia” (1989), de Alain Fresnot;
- “Fica Comigo” (1998), de Tizuka Yamasaki;
- “Quase Dois Irmãos” (2004), de Lúcia Murat;
- “Bendito Fruto” (2004), de Sérgio Goldenberg.
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