Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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Lucélia Santos

 

Atriz brasileira de novelas mais conhecida no mundo com `Escrava Isaura`, sucesso em cerca de 130 países, a pequena Lucélia Santos se agiganta nas telas do Cinema Nacional. Importante nome da TV, do teatro e do cinema, a atriz é também um dos nomes mais politizados de sua geração, com militância nas Diretas Já, no PT e no Partido Verde.

Lucélia Santos começou sua carreira no teatro ainda adolescente, passa pelas mãos de Eugênio Kusnet, e se consagra nacionalmente ao atender convite para protagonizar `Escrava Isaura`, de Gilberto Braga, em 1976. A novela-fenômeno projeta a atriz internacionalmente, e ela torna-se estrela do primeiro time da Rede Globo, onde protagoniza uma série de novelas de sucesso e também o inesquecível seriado `Ciranda Cirandinha`. No mesmo ano estréia no cinema brasileiro no filme `Já Não se Faz Amor Como Antigamente`, de Anselmo Duarte, iniciando uma carreira extensa e importante nas telas. Lucélia Santos desenvolve um estilo de interpretação em que alia, na medida certa, doçura e malícia. Essa conjugação a torna uma maravilhosa intérprete para as adaptações cinematográficas de Nelson Rodrigues nos anos 80, `Bonitinha, mas Ordinária`, `Engraçadinha` e `Álbum de Família`, e também na tv na minissérie `Meu Destino É Pecar`.

Em 1987 Lucélia Santos trocou a Globo pela Manchete, onde protagonizou a novela `Carmem`. Esse fato, somado a sua atuação política, parece tê-la colocado na lista negra da Globo por muitos anos, onde faz atuações esporádicas, como no seriado juvenil `Malhação`, em 2000. Nas telas, soma quase duas dezenas de filmes, dirigida por nomes importantes como David Neves – Melhor Atriz no Festival de Gramado 1982 por `Luz Del Fuego´ -, Ruy Guerra, Sérgio Rezende, Braz chediak, Ivan Cardoso e Haroldo Marinho Barbosa – sendo ´Baixo Gávea`, dirigido por esse último, um de seus momentos mais luminosos do Cinema Nacional. Atriz brasileira mais popular na China, Lucélia Santos estreita relações com o país, e na década de 90 produz documentário sobre aquele país. Em 2001 estréia como diretora no filme-denúncia `Timor Lorasae – O Massacre Que O Mundo Não Viu`.

 - `Já Não Se Faz Amor Como Antigamente` (1976), em episódio de Anselmo Duarte;
- `O Ibraim do Subúrbio` (1976), no episódio homônimo de Astolfo Araújo;
- `Paranóia` (1976), de Antonio Calmon;
- `Um Brasileiro Chamado Rosaflor´ (1977), de Geraldo Miranda;
- `Bonitinha, Mas Ordinária` (1981), de Braz Chediak;
- `Engraçadinha` (1981), de Haroldo Marinho Barbosa;
- `Álbum de Família` (1981), de Braz Chediak;
- `O Sonho Não Acabou` (1982), de Sérgio Rezende;
- `Luz Del Fuego` (1982), de David Neves;
- `As Sete Vampiras` (1986), de Ivan Cardoso;
- `Baixo Gávea` (1986), de Haroldo Marinho Barbosa;
- `Fonte da Saudade` (1987), de Marco Altberg;
- `Terra Para Rose` (1987), de Tetê Moraes;
- `Kuarup` (1989), de Ruy Guerra;
- Vagas Para Moças de Fino Trato` (1992), de Paulo Thiago
- `Timor Lorasae – O Massacre Que O Mundo Não Viu` (2001), de Lucélia Santos.

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