Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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013 – LOLA LYS
28 de janeiro de 1900 – 10 de setembro de 1988, *Vila de São Manoel, MG

Foto: cena do filme "Thesouro Perdido" (1927), de Humberto Mauro


Que o Cinema Nacional, desde o seu nascimento até os dias de hoje, é marcado por Ciclos, todo mundo já sabe. E que o Ciclo de Cataguases nos anos 20 em Minas Gerais foi um dos momentos mais importantes do nosso cinema também é notório. Foi lá que se revelou o gênio de Humberto Mauro, para muitos, o mais importante cineasta brasileiro e ídolo-mor da turma do Cinema Novo que revolucionou o Cinema Nacional nos anos 60. E foi lá em Cataguases que a bela Maria Vilela de Almeida casou-se com o mestre e virou Lola Lys, estrela de seu filme ‘Thesouro Perdido’, em 1927.

Lola Lys, nome artístico de Maria Vilela, conhecida como Bebê, foi a grande companheira de Humberto Mauro durante toda a sua vida, a partir do casamento em 1920.  Depois de Mauro rodar seu primeiro longa-metragem, ‘Na Primavera da Vida’, estrelado pela musa Eva Nil, a atriz se afasta da nova produção. Sem um nome para estrelar ‘Thesouro Perdido’, o diretor acaba escalando sua própria esposa para ser a protagonista, surgindo aí Lola Lys.

‘Thesouro Perdido’ é um sucesso, recebe o Medalhão Cinearte de Melhor Filme de 1927, passaporte para sua futura parceria com o jornalista, diretor e produtor Adhemar Gonzaga. O filme, uma aventura com direito a mocinha, herói e bandidos, é basicamente composto pela família: Humberto é o vilão; seu irmão Chiquinho é o herói; e Lola Lys é a mocinha Susana. “Thesouro Perdido’ foi o único filme da atriz, que faleceu em 10 de setembro de 1988, em Volta Redonda, Rio de Janeiro.

 - ‘Thesouro Perdido’ (1927), de Humberto Mauro

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