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– LOLA BRAH
1 de julho de 1920, *Viatka, URSS

Foto:
cena de "Uma Pulga na Balança" (1953), de Luciano Salce
O Cinema Nacional sempre foi e é, durante toda a sua trajetória,
um espaço democrático para os imigrantes e seus talentos com sotaque
– vide Carmen Miranda e Henriette Morineau. E dentre elas, um dos sotaques
mais inconfundíveis é o da grande atriz nascida na Rússia e naturalizada
brasileira, Lola Brah.
Lola Brah iniciou sua carreira artística ainda na Europa, chegando ao Brasil na
década de 40 – naturaliza-se brasileira em 1948. A atriz estréia nas telas
em 1953 no clássico do Cinema Nacional ‘Uma Pulga na Balança’, dirigido
por outro estrangeiro, o italiano Luciano Salce, que a descobre, e também a
escala para outro clássico no ano seguinte: ‘Floradas na Serra’. A década
de 50 será importante na carreira de Lola Brah, que se especializa em papéis
de grã-fina, recebe o prêmio da Associação dos Críticos do Rio de Janeiro,
atua em ‘Ravina’, de Rubem Biáfora, e encontra o cinema de Walter Hugo
Khouri em ‘Estranho Encontro’, primeiro filme importante do diretor, e
‘Fronteiras do Inferno’. Os anos 60 serão também frutíferos, com atuações
em mais dois clássicos, ‘Bahia de Todos os Santos’, de Trigueirinho Neto, e
‘O Bandido da Luz Vermelha’, de Rogério Sganzerla. Atriz essencialmente
cinematográfica, com cerca de 30 filmes no currículo, só participou de uma
novela, ‘A Cabana do Pai Tomáz’, em 1969.
Nos anos 70 Lola Brah marca presença em várias pornochanchadas – as comédias
eróticas de estrondoso sucesso -, dirigida pelos maiores nomes do gênero, como
Pedro Carlos Róvai, Fauzi Mansur, Jean Garret e Ody Fraga. No filão, participa
de filmes fundamentais como ‘Ainda Agarro Essa Vizinha’, ‘A Noite das Fêmeas’,
‘A Mulher Que Inventou o Amor’, ‘O Inseto do Amor’ e ‘Mulher
Objeto’. Grande defensora do Cinema Nacional, com militância importante em vários
órgãos oficiais de proteção ao nosso cinema, Lola Brah faleceu em 1981, aos
61 anos.
- ‘Uma Pulga na Balança’
(1953), de Luciano Salce;
- ‘Floradas na Serra’ (1954), de Luciano Salce;
- ‘A Pensão de D. Estela’ (1956), de Alfredo Palácios e Frenc Fekete;
- ‘Casei-me Com Um Xavante’ (1957), de Alfredo Palácios;
- ‘Ravina’ (1958), de Rubem Biáfora;
- ‘Estranho Encontro’ (1958), de Walter Hugo Khouri;
- ‘Fronteiras do Inferno’ (1959), de Walter Hugo Khouri;
- ‘Bahia de Todos os Santos’ (1960), de Trigueirinho Neto;
- ‘O Vigilante Contra o Crime’ (1964), de Ary Fernandes;
- ‘O Bandido da Luz Vermelha’ (1969), de Rogério Sganzerla;
- ‘Paixão na Praia’ (1971), de Alfredo Sternheim;
- ‘Independência ou Morte’ (1972), de Carlos Coimbra;
- ‘A Marcha’ (1972), de Oswaldo Sampaio;
- ‘Mestiça, a Escrava Indomável’ (1973), de Lenita Perroy;
- ‘Ainda Agarro Essa Vizinha’ (1974), de Pedro Carlos Róvai;
- ‘O Sexualista’ (1975), de Egídio Eccio;
- ‘As Secretárias... Que Fazem de Tudo’ (1975), de Alberto Pieralisi;
- ‘Cada Um dá o Que Tem’ (1975), de Adriano Stuart, John Herbert e Sílvio
de Abreu;
- ‘A Noite das Fêmeas’ (1976), de Fauzi Mansur;
- ‘Noite em Chamas’ (1977), de Jean Garret;
- ‘Reformatório das Depravadas’ (1978), de Ody Fraga;
- ‘O Estripador de Mulheres’ (1978), de Juan Bajon;
- ‘Embalos Alucinantes’ (1978), de José Miziara;
- ‘A Mulher Que Inventou o Amor’ (1979), de Jean Garret;
- ‘Bem Dotado – O Homem de Itu’ (1979), de José Miziara;
- ‘Palácio de Vênus’ (1980), de Ody Fraga;
- ‘O Inseto do Amor’ (1980), de Fauzi Mansur;
- ‘Mulher Objeto’ (1981), de Sílvio de Abreu;
- ‘Sexo às Avessas’ (1981), de Fauzi Mansur.
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