Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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LIDIA MATTOS
10 de outubro de 1924 *Rio de Janeiro, RJ

Foto: cena de "Aves Sem Ninho" (1939),
de Raul Rouilen

Veterana do rádio, dos palcos, da tela e da televisão, Lídia Mattos é matriarca de uma família de artistas e tem no currículo dois filmes dirigidos pelo mestre Humberto Mauro.

Lídia Mattos começou a carreira no rádio como rádio atriz – atua em várias emissoras, como a Guanabara, a Transmissora e a Cruzeiro do Sul. No teatro, atua em várias peças, e dentre os seus sucessos estão, nos anos 1950, as peças “Vidigal” e “Divórcio, o Cupim da Sociedade”. Lídia Mattos é matriarca de uma família de atores – além do marido, o também ator e radialista Urbano Lóes, é mãe da atriz e diretora Dilma Lóes, e avó da atriz Vanessa Lóes. Na televisão, atuou em emissoras como a Tupi, onde também comandou programas como “Eles estão em cena” – com toda a família, e “È Proibido Falar”. A atriz participou de muitas novelas, dentre elas, “O Homem que Deve Morrer” (1971) e “Selva de Pedra” (1972), ambas de Janete Clair; “Plumas e Paetês” (1980), de Cassiano Gabus Mendes; e “A Próxima Vítima” (1995), de Sílvio de Abreu. Lida Mattos estreou no cinema em 1939, no filme “Aves Sem Ninho”, de Raul Rouilen. Depois, atua em dois filmes de Humberto Mauro: o clássico “Argila” (1940); e o curta “O Despertar da Redentora” (1942), em que interpreta a Princesa Isabel.

Lídia Mattos constrói extensa carreira cinematográfica, atuando em todas as décadas, desde os anos 1930 até os 2000. Em sua trajetória é dirigida por cineastas como Ruy Costa, Moacyr Fenelon, Carlos Hugo Christensen, Eurípides Ramos, Victor di Mello, Geraldo Santos Pereira, Alberto Salvá e Rodolfo Brandão. Em 2000, atua em “Eu não conhecia Tururu”, estréia como cineasta da atriz brasileira de carreira internacional, Florinda Bolkan. Por esse filme, Lídia Mattos recebeu o Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Gramado, em 2000.

- “Aves sem Ninho” (1939), de Raul Rouilen;
- “Argila” (1940), de Humberto Mauro;
- “Pega Ladrão” (1940), de Ruy Costa
- “O Despertar da Redentora” (1942), curta de Humberto Mauro;
- “Gente Honesta” (1944), de Moacyr Fenelon;
- “Mãos Sangrentas” (1955), de Carlos Hugo Christensen;
- “O Diamante” (1956), de Euripedes Ramos;
- “Quando as Mulheres Paqueram” (1971), de Victor di Mello;
- “Como é boa a nossa Empregada” (1973), de Victor di Mello e Ismar Porto;
- “Essa Gostosa Brincadeira a Dois” (1974), de Victor di Mello;
- “Tangarela, a Tanga de Cristal” (1976), de Lula Campelo Torres;
- “O Pai do Povo” (1976), de Jô Soares;
- “O Seminarista” (1977), de Geraldo Santos Pereira;
- “Os Sensuais – Crônica de uma Família perqueno-burguesa” (1978), de Gilvan Pereira;
- “O Coronel e o Lobisomen” (1979), de Alcino Diniz;
- “A Menina do Lado” (1987), de Alberto Salvá;
- “Dedé Mamata” (1988), de Rodolfo Brandão;
- “Eu Não Conhecia Tururu” (2000), de Florinda Bolkan.





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