Veterana
do rádio, dos palcos, da tela e da televisão, Lídia
Mattos é matriarca de uma família de artistas e tem
no currículo dois filmes dirigidos pelo mestre Humberto Mauro.
Lídia
Mattos começou a carreira no rádio como rádio
atriz – atua em várias emissoras, como a Guanabara, a Transmissora
e a Cruzeiro do Sul. No teatro, atua em várias peças,
e dentre os seus sucessos estão, nos anos 1950, as peças
“Vidigal” e “Divórcio, o Cupim da Sociedade”. Lídia
Mattos é matriarca de uma família de atores – além
do marido, o também ator e radialista Urbano Lóes, é
mãe da atriz e diretora Dilma Lóes, e avó da
atriz Vanessa Lóes. Na televisão, atuou em emissoras
como a Tupi, onde também comandou programas como “Eles estão
em cena” – com toda a família, e “È Proibido Falar”.
A atriz participou de muitas novelas, dentre elas, “O Homem que Deve
Morrer” (1971) e “Selva de Pedra” (1972), ambas de Janete Clair; “Plumas
e Paetês” (1980), de Cassiano Gabus Mendes; e “A Próxima
Vítima” (1995), de Sílvio de Abreu. Lida Mattos estreou
no cinema em 1939, no filme “Aves Sem Ninho”, de Raul Rouilen. Depois,
atua em dois filmes de Humberto Mauro: o clássico “Argila”
(1940); e o curta “O Despertar da Redentora” (1942), em que interpreta
a Princesa Isabel.
Lídia
Mattos constrói extensa carreira cinematográfica, atuando
em todas as décadas, desde os anos 1930 até os 2000.
Em sua trajetória é dirigida por cineastas como Ruy
Costa, Moacyr Fenelon, Carlos Hugo Christensen, Eurípides Ramos,
Victor di Mello, Geraldo Santos Pereira, Alberto Salvá e Rodolfo
Brandão. Em 2000, atua em “Eu não conhecia Tururu”,
estréia como cineasta da atriz brasileira de carreira internacional,
Florinda Bolkan. Por esse filme, Lídia Mattos recebeu o Kikito
de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Gramado, em 2000.
-
“Aves sem Ninho” (1939), de Raul Rouilen;
- “Argila” (1940), de Humberto Mauro;
- “Pega Ladrão” (1940), de Ruy Costa
- “O Despertar da Redentora” (1942), curta de Humberto Mauro;
- “Gente Honesta” (1944), de Moacyr Fenelon;
- “Mãos Sangrentas” (1955), de Carlos Hugo Christensen;
- “O Diamante” (1956), de Euripedes Ramos;
- “Quando as Mulheres Paqueram” (1971), de Victor di Mello;
- “Como é boa a nossa Empregada” (1973), de Victor di Mello
e Ismar Porto;
- “Essa Gostosa Brincadeira a Dois” (1974), de Victor di Mello;
- “Tangarela, a Tanga de Cristal” (1976), de Lula Campelo Torres;
- “O Pai do Povo” (1976), de Jô Soares;
- “O Seminarista” (1977), de Geraldo Santos Pereira;
- “Os Sensuais – Crônica de uma Família perqueno-burguesa”
(1978), de Gilvan Pereira;
- “O Coronel e o Lobisomen” (1979), de Alcino Diniz;
- “A Menina do Lado” (1987), de Alberto Salvá;
- “Dedé Mamata” (1988), de Rodolfo Brandão;
- “Eu Não Conhecia Tururu” (2000), de Florinda Bolkan.
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