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- LIANA DUVAL
6 de junho de 1927, *São Paulo
Foto:
cena de "O Pornógrafo" (1970), de João Callegaro
Com atuação importante
no teatro e trabalhos na televisão, Liana Duval é uma presença importante
na história do cinema brasileiro. A atriz passou por várias fases do Cinema
Nacional e tem mais de 50 filmes no currículo.
Liana
Duval começou sua carreira nos palcos, desenvolvendo importante carreira
teatral. Durante sua trajetória, atuou em peças históricas como “O Rei
da Vela”, com direção de José Celso Martinez Correa, e “Gota D´Água”,
protagonizada por Bibi Ferreira. Liana Duval estreou no cinema em “Sai
da Frente”, de Abílio Pereira de Almeida, em 1952. O filme, protagonizado
por Mazaroppi foi um grande sucesso e foi produzido pela Vera Cruz. Começava
aí uma das mais extensas carreiras de atriz no cinema brasileiro, que
vai da década de 50 até os anos 90. Em sua carreira cinematográfica, Liana
Duval passa por vários estúdios e modelos de filmagem, como a Vera Cruz,
as Chanchadas, o Cinema Marginal, a Pornochanchada e o cinema dos anos
80. Na tv, estréia em novelas em “Marcados Pelo Amor”, em 1964, atua no
marco “Nino, O Italianinho”, em 1969, mas intensifica sua participação
na telinha só a partir da década 70.
Liana
Duval tem um currículo invejável, sendo dirigida por nomes de diferentes
tendências como Abílio Pereira de Almeida, Luciano Salce, José Carlos
Burle, Carlos Hugo Christensen, Flávio Tambellini, Lenita Perroy, Rubem
Biáfora, Jean Garret, Geraldo Santos Pereira, Carlos Reichenbach, Roberto
Santos, John Herbert, Eduardo Escorel, entre outros. O Cinema Marginal
e as pornochanchadas são um capítulo à parte, atuando em clássicos como
“O Pornógrafo” (1970), de João Callegaro e “Em Cada Coração Um Punhal”
(1970), episódio de Sebastião Souza; e em “Mulher, Mulher” (1979), de
Jean Garret, e “Ariella” (1980), de John Herbert. Com Carlos Reichenbach,
atua em dois dos maiores filmes do cineasta: “Amor, Palavra Prostituta”
(1981) e “Filme Demência” (1986).
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“Sai da Frente” (1952), de Tom Payne e Abílio Pereira de Almeida;
- “João Gangorra” (1952), de Alberto Pieralisi;
- “Nadando em Dinheiro” (1953), de Abílio Pereira de Almeida;
- “Uma Vida Para Dois” (1953), de Armando de Miranda;
- “Floradas na Serra” (1954), de Luciano Salce;
- “O Craque” (1954), de José Carlos Burle;
- “A Pensão de Dona Estela” (1956), de Ferenc Fekete e Alfredo Palácios;
- “O Pão Que o Diabo Amassou” (1957), de Maria Basaglia;
- “Hoje o Galo Sou Eu” (1958), de Aloísio T. de Carvalho;
- “Só Naquela Base” (1960), de Ronaldo Lupo;
- “Crônica da Cidade Amada” (1964), de Carlos Hugo Christensen;
- “O Beijo” (1965), de Flávio Tambellini;
- “O Pornógrafo” (1970), de João Callegaro;
- “Em Cada Coração Um Punhal” (1970), episódio de Sebastião de Souza;
- “Fora das Grades” (1971), de Astolfo Araújo;
- “A Infidelidade ao Alcance de Todos” (1972), de Aníbal Massaini Neto
e Olivier Perroy;
- “Mestiça, A Escrava Indomável” (1973), de Lenita Perroy;
- “Anjo Loiro” (1973), de Alfredo Sternheim;
- “Pensionato de Mulheres” (1974), de Clery Cunha;
- “Macho e Fêmea” (1974), de Ody Fraga;
- “As Delícias da Vida” (1974), de Maurício Rittner;
- “A Casa das Tentações” (1975), de Rubem Biáfora;
- “Amantes, Amanhã se houver Sol” (1975), de Ody Fraga;
- “Excitação” (1976), de Jean Garret;
- “O Seminarista” (1977), de Geraldo Santos Pereira;
- “Mágoa de Boiadeiro” (1977), de Jeremias Moreira Filho;
- “A Santa Donzela” (1978), de Flávio Porto;
- “O Outro Lado do Crime” (1978), de Clery Cunha;
- “Por Um Corpo de Mulher” (1979), de Hércules Breseghelo;
- “Mulher, Mulher” (1979), de Jean Garret;
- “Milagre – O Poder da Fé” (1979), de Hércules Breseghelo;
- “Joelma, 23o Andar” (1979), de Clery Cunha;
- “Dani, Um Cachorro Muito Vivo” (1979), de Frank Dawe;
- “Os Amantes da Chuva” (1979), de Roberto Santos;
- “Império das Taras” (1980), de José Adolfo Cardoso;
- “Ariella” (1980), de John Herbert;
- “Ato de Violência” (1980), de Eduardo Escorel;
- “Pornô!” (1981), de David Cardoso, Luiz Castellini e John Doo;
- “Amor, Palavra Prostituta” (1981), de Carlos Reichenbach;
- “O Vale dos Amantes” (1982), de Tony Rabatoni;
- “Um Casal de 3” (1982), de Adriano Stuart;
- “Tchau Amor” (1982), de Jean Garret;
- “A Noite das Taras II” (1982), de Ody Fraga e Cláudio Portioli;
- “Aluga-se Moças” (1982), de Deni Cavalcanti;
- “O Encalhe – Sete Dias de Agonia” (1982), de Denoy de Oliveira;
- “Tudo na Cama” (1983), de Antônio Melliande;
- “Nasce Uma Mulher” (1983), de Roberto Santos;
- “De Todas as Maneiras” (1983), de Mário Lúcio e Marcelo Motta;
- “Filme Demência” (1986), de Carlos Reichenbach;
- “A Dama do Cine Shanghai” (1987), de Guilherme de Almeida Prado;
- “Vera” (1987), de Sérgio Toledo;
- “Dudu Nasceu” (1992), curta de João Batista de Andrade;
- “Coentro e Quiabo na Carne de Sol” (1995), curta de Eduardo Abad.
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