Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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199 - LEONA CAVALLI

1970, *Rosário do Sul, RS

Foto: cena de "Contra Todos" (2003),
de Roberto Moreira

Leona Cavalli estreou como apresentadora do Canal Brasil com a Sessão Cult. Nada mais apropriado para essa que é, com certeza, além de excelente atriz, uma das mais “cults” do cinema brasileiro atual. E entre filmes desse quilate em seu currículo estão “Um Céu de Estrelas” e “Amarelo Manga” .

Nascida em Rosário do Sul, desde criança  Leona Cavalli se apaixonou com a profissão de atriz – atuou no teatro infantil de sua cidade. Na adolescência, muda-se para Porto Alegre, cidade em que, definitivamente, dá início a sua tão sonhada carreira nos palcos – seu primeiro trabalho é em “Valsa nº 6”, de Nelson Rodrigues.  Na década de 90, adota São Paulo como sua cidade, faz curso de teatro na PUC, e passa pelas mãos da mestre Myriam Muniz. E é em solo paulista que Leona Cavalli vai encontrar o teatro exuberante de José Celso Martinez Correia e seu Oficina, com atuações em espetáculos como “As Troianas” e “Ham-Let”. A atriz constrói carreira importante nos palcos, com atuações consagradas pela crítica em “Um Bonde Chamado Desejo” e “Toda Nudez Será Castigada”. Leona Cavalli estréia no cinema com o pé direito em “Um Céu de Estrelas”, primeiro e acachapante longa de Tata Amaral, em que tem atuação maravilhosa. Na televisão, atua pouco, em participações como nos seriados “Os Normais” e “A Grande Família”, e nas novelas “Da Cor do Pecado” e “Começar de Novo”. 

Ainda na década de 90 Leona Cavalli  atua em curtas, e entra os anos 2000 com toda a força, tornando-se um dos maiores nomes dessa nova safra de filmes. Depois de voltar a atuar sob a direção de Tata Amaral em “Através da Janela” (2000), emenda um filme atrás do outro e é dirigida por cineastas autorais como Cláudio Assis, no impactante “Amarelo Manga”; “Carandiru”, a superprodução de Hector Babenco; o surpreendente “Contra Todos”, de Roberto Moreira; e “Quanto Vale Ou É Por Quilo”, do polêmico Sérgio Bianchi. 

- “Um Céu de Estrelas`(1996), de Tata Amaral;
- “O Trabalho de Homens” (1997), curta de Fernando Bonassi:

- “Ilha” (1999), curta de Zeca Pires;
- “Desequilíbrio” (2001), curta de Francisco Garica;
- “Amarelo Manga” (2002), de Cláudio Assis;
- “Contra Todos” (2003), de Roberto Moreira;
- “Carandiru” (2003), de Hector Babenco
- “Olga” (2004), de Jayme Monjardim;
- “Capital Circulante” (2004), curta de Ricardo Mehedff;
- “Cafundó” (2005), de Paulo Betti e Clóvis Bueno;
- “Quanto Vale Ou É Por Quilo?” (2005), deSérgio Bianchi.