Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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049 – LELITA ROSA
19 de julho de 1908, *São Paulo, SP

Foto: com Carlos Modesto em cena "Barro Humano" (1927/29)
de Adhemar Gonzaga



A trajetória do Cinema Nacional é marcada por atrizes que causaram polêmicas, dentro ou fora das telas, como Leila Diniz, Odete Lara, Norma Bengell, entre outras. Felizmente, essa característica está presente em nosso cinema desde o início. E nos anos 20 e 30, Lelita Rosa foi uma dessas nossas estrelas de talento e personalidade forte

Disposta a ser atriz, sonho que acalenta desde criança, Lelita Rosa leva finalmente sua beleza exótica para as telas do cinema e causa polêmica. Segundo o Dicionário de Atrizes e Atores seu primeiro filme é Flor do Sertão`, em 1925. Já a Enciclopédia do Cinema Brasileiro cita `Vício e Beleza`, em 1926, de Antonio Tibiriça. Esse último causa polêmica na época e tem problemas com a censura pelo tema, as conseqüências do uso de drogas, e sobretudo pela forte sensualidade na composição da atriz e da própria realização – o filme é citado pela Enciclopédia como um dos filmes eróticos dos anos 20 em São Paulo, apresentados como ´filmes científicos´. Lelita Rosa volta a impactar em `Barro Humano´, do mestre Adhemar Gonzaga, em personagem que alia sensualidade e inocência. E torna-se uma das musas da Cinédia, primeiro estúdio de grande porte no Brasil, fundado por Gonzaga em 1930.

Lelita Rosa atua no clássico `Brasa Dormida`, de Humberto Mauro, e em 1930 participa de mais um filme do cineasta mineiro, dessa vez como protagonista em `Lábios sem Beijos`. Em todos os seus filmes, a atriz imprimiu sua personalidade forte para compor seus personagens, e se despediu do Cinema Nacional fazendo uma participação em `Alô Alô Carnaval`.

 
- `Flor do Sertão` (1926);
-`Vício e Beleza` (1926), de Antonio Tibiriça:
- `Barro Humano` (1927/29), de Adhemar Gonzaga;
- `Brasa Dormida` (1928), de Humberto Mauro;
- `Lábios sem Beijos` (1930), de Humberto Mauro;
- `Alô Alô Carnaval` (1935), de Adhemar Gonzaga.

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