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041- LEILA DINIZ
25 de março de 1945 - 14 de julho de 1972, *Rio de Janeiro, RJ

Foto: com Paulo José em cena de
"Todas as Mulheres do Mundo" (1967),
de Domingos de Oliveira
Presença luminosa no cinema nacional, Leila Diniz é um dos maiores mitos
brasileiros e símbolo sexual. A atriz, que na tv encenava os dramalhões da era
glória magadam - poderosa escritora cubana chegada em sheiks e príncipes - e
brilhou no teatro de revista, escandalizava os puritanos falando abertamente
sobre sexo, citava um palavrão entre uma fala e outra, e incomodava o regime
militar por sua postura libertária.
Depois de ser professora de jardim de infância, garota propaganda e atriz de
sucesso na TV, Leila Diniz foi um dos maiores ícones do cinema novo. Sua
postura libertária casava-se perfeitamente com o movimento que sacudiu o Brasil
e o mundo, assim como ela fez tantas vezes no país - como na célebre
entrevista ao Pasquim e quando foi à praia de biquini, grávida de sua filha
Janaína.
Leila Diniz estreou no cinema em 1967, ano em que realizou três filmes, ´O
Mundo Alegre de Helô´, ´Mineirinho Vivo ou Morto´ e ´Todas as Mulheres do
Mundo´. Esse último, dirigido por Domingos de Oliveira, alçou a atriz, que já
era estrela na TV, à galeria de divas do cinema. O Brasil inteiro acompanhou o
delicioso romance entre sua personagem Alice e o Paulo, de Paulo José, e se
encantou com a interpretação espontânea da atriz. Infelizmente, Leila Diniz
nos deixou aos 27 anos, quando o avião em que ela vinha da Índia onde foi
divulgar o filme ´Mãos Vazias´ explodiu. Em 1987, Louise Cardoso encarnou
Leila Diniz no filme homônimo, dirigido por Luiz Carlos Lacerda.
- ´O Mundo Alegre de Helô´
(1967), de Carlos Alberto de Souza Barros;
- `Todas as Belezas do Mundo´ (1967), de Domingos de Oliveira;
- ´Mineirinho Vivo ou Morto´ (1967), de Aurélio Teixeira;
- `Juego Peligroso’ (1967), produção Brasil/Espanha, de Luis Alcoriza e
Arturo Rispstein;
- `A Madona de Cedro’ (1968), de Carlos Coimbra;
- ´Fome de Amor´ (1968), de Nelson Pereira dos Santos;
- `O Homem Nu´ (1968), de Roberto Santos;
- `Edu, Coração de Ouro` (1968), de Domingos de Oliveira;
- `Os Paqueras’ (1969), de Reginaldo Faria;
- `Corisco, o Diabo Loiro’ (1969), de Carlos Coimbra;
- `O Donzelo’ (1970), de Stefan Wohl;
- `Um Asylo Muito Louco` (1970), de Nelson Pereira dos Santos;
- ´Mãos Vazias` (1971), de Luiz Carlos Lacerda.
- `O Dia Marcado’ (1971/77), de Iberê Cavalcanti;
- `Amor, Carnaval e Sonhos’ (1972), de Paulo César Saraceni
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