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027 - LAÍS BODANZKY
Foto:
Marlene Bérgamo/Ed. Viggiani Filha do cineasta Jorge Bodanzky, diretor,
junto com Orlando Senna, da obra-prima “Iracema, Uma Transa Amazônica”
(1974), Laís Bodanzky é uma das grandes revelações como cineasta do Cinema
da Retomada. Com formação em cinema pela FAAP, Laís
Bodanzky começou sua carreira como diretora de vídeos. Entre eles estão
“Bia Bai”, premiado no Festival de Minuto em 93, e “Desliga Esse Troço!”. A estréia no cinema se deu com o curta
“Cartão Vermelho”, dirigido em 1994. O filme é protagonizado por Camila
Kolber como uma garota vidrada em futebol, e recebeu vários prêmios, entre
eles o de Melhor Direção no FestRio94, o de Melhor Atriz e Prêmio da Crítica
no Festival de Brasília, além de ser exibido em Nova York, França e Espanha. A partir de 1996, Laís Bodanzky se juntou
a Luiz Bolognesi para o projeto Cine Mambembe, percorrendo cidades do
interior para exibição de filmes para, muitas vezes, pessoas que jamais
haviam assistido cinema. A experiência resultou no documentário em média-metragem
“Cine Mambembe – O Cinema Descobre o Brasil”, dirigido pelos dois e vencedor
do prêmio Margarida de Prata 1999, Prêmio Especial do Júri no Festival
de Gramado 1999, 2o Melhor Documentário da América Latina no
Festival de Havana 1999, Melhor Filme de Internacional Vanguarda no Festival
de Nova York 2000. Em 2001, Laís Bodanzky conquista a crítica
e o público com seu primeiro longa-metragem, o ótimo “Bicho de Sete Cabeças”,
uma adaptação cinematográfica da autobiografia de Austregésilo Carrano.
O filme é protagonizado por Rodrigo Santoro, que faz Neto, um jovem que
é internado em um manicômio pelo pai, após encontrar um baseado de maconha
em suas coisas. “Bicho de Sete Cabeças”
revelou uma diretora segura, à frente um de um filme perturbador e inesquecível.
Vencedor de prêmios nacionais e internacionais, “Bicho de Sete Cabeças”
arrebatou o 33o Festival de Brasília, onde foi unanimidade,
recebendo os kandangos de Melhor Filme pelo Júri, pela Crítica e pelo público,
além de Melhor Direção, Melhor Ator (Rodrigo Santoro), Ator Coadjuvante (Gero
Camilo), Fotografia (Hugo Kovensky. No exterior, foi premiado nos festivais de
Locarno – Suíça, Biarritz - França, Trieste – Itália, Creitel – França. |
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