Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

ATRIZES
Sala Isabel Ribeiro

DIRETORAS
Sala Ana Carolina

POR TRÁS DAS CÂMERAS
Sala Betty Faria
ENTREVISTAS
Sala Dina Sfat
ELAS POR ELES
Sala Lilian Lemmertz

CRÍTICAS
Sala Adriana Prieto

Sala Zezé Macedo
Datas

Arquivo Geral
Referências
O Site
Comentários
Contato


 

027 - LAÍS BODANZKY

 

 Foto: Marlene Bérgamo/Ed. Viggiani
Site www2.uol.com.br/bicodesetecabecas/diretora


Filha do cineasta Jorge Bodanzky, diretor, junto com Orlando Senna, da obra-prima “Iracema, Uma Transa Amazônica” (1974), Laís Bodanzky é uma das grandes revelações como cineasta do Cinema da Retomada. 

Com formação em cinema pela FAAP, Laís Bodanzky começou sua carreira como diretora de vídeos. Entre eles estão “Bia Bai”, premiado no Festival de Minuto em 93, e “Desliga Esse Troço!”. 

A estréia no cinema se deu com o curta “Cartão Vermelho”, dirigido em 1994. O filme é protagonizado por Camila Kolber como uma garota vidrada em futebol, e recebeu vários prêmios, entre eles o de Melhor Direção no FestRio94, o de Melhor Atriz e Prêmio da Crítica no Festival de Brasília, além de ser exibido em Nova York, França e Espanha. 

A partir de 1996, Laís Bodanzky se juntou a Luiz Bolognesi para o projeto Cine Mambembe, percorrendo cidades do interior para exibição de filmes para, muitas vezes, pessoas que jamais haviam assistido cinema. A experiência resultou no documentário em média-metragem “Cine Mambembe – O Cinema Descobre o Brasil”, dirigido pelos dois e vencedor do prêmio Margarida de Prata 1999, Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado 1999, 2o Melhor Documentário da América Latina no Festival de Havana 1999, Melhor Filme de Internacional Vanguarda no Festival de Nova York 2000.  

Em 2001, Laís Bodanzky conquista a crítica e o público com seu primeiro longa-metragem, o ótimo “Bicho de Sete Cabeças”, uma adaptação cinematográfica da autobiografia de Austregésilo Carrano. O filme é protagonizado por Rodrigo Santoro, que faz Neto, um jovem que é internado em um manicômio pelo pai, após encontrar um baseado de maconha em suas coisas. 

“Bicho de Sete Cabeças” revelou uma diretora segura, à frente um de um filme perturbador e inesquecível. Vencedor de prêmios nacionais e internacionais, “Bicho de Sete Cabeças” arrebatou o 33o Festival de Brasília, onde foi unanimidade, recebendo os kandangos de Melhor Filme pelo Júri, pela Crítica e pelo público, além de Melhor Direção, Melhor Ator (Rodrigo Santoro), Ator Coadjuvante (Gero Camilo), Fotografia (Hugo Kovensky. No exterior, foi premiado nos festivais de Locarno – Suíça, Biarritz - França, Trieste – Itália, Creitel – França.

sala indice arquivo home