Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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039 – KÁTIA D’ANGELO
1953, *Rio de Janeiro, RJ


Foto: cena de "Barra Pesada" (1977), de Reginaldo Faria


Musa do Cinema Nacional dos anos 70, Kátia D’Angelo é uma ausência sentida nas telas brasileiras. Atriz premiada, durante esse período ela desenvolveu carreira contínua e expressiva, chegando a atuar em uma dúzia de filmes em apenas cinco anos.

Kátia D’Angelo iniciou carreira no teatro nos anos 70, veículo onde desenvolverá também trajetória como diretora, preparadora de atores e autora infantil. Em 1974 faz sua estréia em novelas, atuando em ‘Supermanoela’ e ‘O Espigão’. Na telinha, a atriz participa de apenas dez novelas, deixando claro sua preferência pelo seu trabalho no cinema, onde estréia no ano seguinte em ‘Deliciosas Traições de Amor’ - episódio de Domingos de Oliveira - e em ‘A Extorsão’’, de Flávio Tambellini. Em 1976, o cineasta Luiz Fernando Goulart reúne duas promissoras atrizes, Kátia D’Angelo e Denise Bandeira, para protagonizarem ‘Marília e Marina’. E já no ano seguinte ela recebe o Kikito de Melhor Atriz no Festival de Gramado, pela atuação elogiada em ‘Barra Pesada’, de Reginaldo Faria.

Em 1979, Kátia D’Angelo protagoniza ‘O Caso Cláudia’, filme de sucesso sobre o comentado e bárbaro assassinato de Cláudia Lessin Rodrigues, irmã da atriz Márcia Rodrigues, ocorrido em 77. Depois de anos afastada do cinema, a atriz retorna em ‘Fulaninha’, do saudoso diretor David Neves em 86, para ficar mais uma década longe das telas, só voltando em 1996, em ‘O Lado Certo da Vida Errada’. Os anos 90 serão difíceis para Kátia D’Angelo, que terá o filho assassinado. Em 2002, a atriz é homenageada no Festival de Gramado, onde faz um protesto contra a violência e a impunidade pela morte do filho.

 - ´Deliciosas Traições de Amor’ (1975), de Domingos de Oliveira, Phydias Barbosa e Tereza Trautman;
- ´A Extorsão’ (1975), de Flávio Tambellini;
- `Os Maniacos Eróticos’ (1975), de Alberto Salvá;
- `Ana, a Libertina’ (1975), de Alberto Salvá;
- ´O Vampiro de Copacabana’ (1976), de Xavier de Oliveira;
- ´Marília e Marina’ (1976), de Luís Fernando Goulart;
- ´As Grã-Finas e o Camelô’ (1976), de Ismar Porto;
- `Quem Matou Pacífico?’ (1977), de Renato Santos Pereira;
- ´Gente Fina é Outra Coisa’ (1977), Antônio Calmon;
- ´Barra Pesada’ (1977), de Reginaldo Faria;
- ´Pelé Joga Contra o Crime’ (1978), de Anselmo Duarte;
- ‘Os Trombadinhas’ (1979), de Anselmo Duarte;
- ‘O Caso Cláudia’ (1979), de Miguel Borges;
- ‘Fulaninha’ (1986), de David Neves;
- ‘O Lado Certo da Vida Errada’ (1996), de Octávio Bezerra.


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