Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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KATE LYRA
3 de julho de 1949, *Arizona, EUA

Foto: cena de "Convite ao Prazer" (1980),
de Walter Hugo Khouri


“Brasileiro é tão bonzinho”. Foi com esse bordão, dito em tom transbordando de sensualidade, que a americana radicada no Brasil, Kate Lyra, esquentou a libido de muita gente. Mas muito mais que isso, Kate Lyra levou seu talento para a música, a televisão e, claro, para o cinema – onde se tornou uma das musas de Walter Hugo Khouri.

Nascida nos Estados Unidos, Kate Lyra se casou no final dos anos 1960 com o compositor Carlos Lyra, um dos fundadores da Bossa Nova. Radicada no Brasil desde os anos 70, Kate Lyra atuou em programas humorísticos como “Planeta dos Homens”, na Globo, e na “Praça da Alegria”, no SBT. E é na década de 1970 que Kate Lyra vai iniciar sua trajetória de atriz no cinema brasileiro, atuando em filmes como “Banana Mecânica”, de Braz Chediak, e “Um Edifício Chamado 200”, de Carlos Imperial.

Mas foi na década de 1980 que Kate Lyra vai se encontrar com o cineasta que vai utilizar melhor sua persona cinematográfica: o mestre Walter Hugo Khouri. Kate Lyra vai atuar em três filmes do cineasta, todos eles clássicos: “O Prisioneiro do Sexo” (1978), “Convite ao Prazer” (1980), e “Eros, O Deus do Amor” (1981). A atriz esteve também no grande sucesso erótico “Mulher Objeto” (1981), de Sílvio de Abreu. Além de atriz, Kate Lyra é compositora, roteirista – co-roteirizou “A Causa Secreta”, de Sérgio Bianchi – 1994) e pesquisadora de música – participou do documentário “Sou Feia, mas tô na Moda” (2005), de Denise Garcia.

- “Um Edifício Chamado 200” (1973), de Carlos Imperial;
- “Banana Mecânica” (1974), de Braz Chediak;
- “O Signo do Escorpião” (1974), de Carlos Coimbra;
- “A Extorsão” (1975), de Flávio Tambellini;
- “O Prisioneiro do Sexo” (1978), de Walter Hugo Khouri;
- “Uma Fêmea do Outro Mundo” (1979), de J. Figueira Gama;
- “Nos Tempos da Vaselina” (1979), de José Miziara;
- “Convite ao Prazer” (1980), de Walter Hugo Khouri;
- “Mulher Objeto” (1981), de Sílvio de Abreu;
- “Eros, O Deus do Amor” (1981), de Walter Hugo Khouri;
- “Bossa Nova” (2000), de Bruno Barreto;
- “Sou Feia, mas tô na Moda” (2005), de Denise Garcia.

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