Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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08
3 – KARIN RODRIGUES

3 de fevereiro, *São Paulo, SP

Foto: cena de "Viagem ao Fim do Mundo" (1968),d e Fernando Cony Campos


Algumas atrizes possuem, além do talento, uma aura tão enigmática, que acabam impregnando as personagens que interpretam com uma certa carga de mistério – como Lílian Lemmertz, Selma Egrei e Reneé de Vielmond. E nessa categoria está, sem dúvida, a atriz Karin Rodrigues.

Karin Rodrigues começou sua carreira no teatro, onde passou pelo histórico Oficina. Uma das parceiras de Paulo Autran, a atriz faz desse veículo o seu preferido, mesmo construindo uma longa carreira na televisão - estreou em novelas em 1965, atuando em cerca de quinze produções. Seu primeiro trabalho no cinema foi em 1962 numa co-produção França/Itália/Brasil, em ‘Copacabana Palace’, de Steno. Os anos 60 são o período em que a atriz marcará presença nas telas de forma mais constante, dirigida por Milton Amaral, Fernando Campos e Antunes Filho – esse último, o consagrado e polêmico diretor de teatro em seu único filme como cineasta, ‘Em Compasso de Espera’.

Em 1978 Karin Rodrigues é escalada por Walter Hugo Khouri para o elenco de ‘Filhas do Fogo’, cineasta falecido recentemente e que filmou várias musas do Cinema Nacional. Khouri explora esse lado enigmático de Karin nesse filme, onde ela interpreta uma pesquisadora misteriosa, compondo uma dobradinha cinematográfica interessante com Selma Egrei. O último trabalho lançado nas telas da atriz até agora é ‘Felicidade É...’, filme em episódios de A.S. Cecílio Neto, Jorge Furtado, José Pedro Goulart e José Roberto Torero.

 - ‘Copacabana Palace’ (1962), co-produção França/Itália e Brasil dirigida por Steno;
- ‘O Cabeleira’ (1963), de Milton Amaral;
- ‘Viagem ao Fim do Mundo’ (1968), de Fernando Cony
Campos;
- ‘Os Carrascos Estão Entre Nós’ (1968), de C. Adolpho Chadler;
- ‘Em Compasso de Espera’ (1969), de Antunes Filho;
- ‘A Arte de Amar Bem’ (1970), de Fernando de Barros;
- ‘As Filhas do Fogo’ (1978), de Walter Hugo Khouri;
- ‘Mulher Objeto’ (1981), de Sílvio de Abreu;
- ‘Felicidade É...’ (1995),d e A.S. Cecílio Neto, Jorge Furtado, José Pedro Goulart e José Roberto Torero

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