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HELENA
IGNEZ por JOSÉ EDUARDO BELMONTE

Foto:
em cena de "Carnaval na Lama" (1970),
de Rogério Sganzerla
Uma atriz que eu acho emblemática, não só por causa
do rosto, aquela coisa, de uma força que o rosto tem, que eu acho
que é uma coisa que me encanta muito. Como um rosto pode ser complexo,
mas também tem uma presença ao mesmo tempo tão política.
Não no sentido da coisa da política da lei, mas a política
de uma presença de um autor. É uma atriz que tem uma marca
autoral no trabalho dela, que é a Helena Ignez.
Eu
tive o imenso prazer de trabalhar com ela agora no “Meu Mundo em Perigo”.
Ela é uma verdadeira dama, aceitou fazer um trabalho com um diretor
que ela não conhecia. Aceitou ir, aceitou fazer um texto que era
complexo, que tinha uma parte emotiva muito a ver com a vida dela também,
que ela trouxe, que ela teve que trazer isso para o filme.
Ela
é uma figura altamente emblemática para o cinema nacional,
né? É uma das atrizes mais emblemáticas do cinema
nacional que a gente tem, porque participou do Cinema Marginal, do Cinema
Novo, e tá em ativa, e tá jovem né?
Eu
acho que é quem eu destaco, quem eu tenho um verdadeiro carinho
no cinema nacional.
Depoimento ao Mulheres em janeiro/2008
na
"11a Mostra de Cinema de Tiradentes".
José Eduardo
Belmonte é cineasta.
Desde 1995, dirigiu vários curtas, dentre eles "Três"
(1995),
"Tepê" (1997) e "Dez Dias Felizes" (2002).
Em 2004, estreou em longas com o impactante "Subterrâneos",
seguido de outro filme de impacto, "A Concepção"
(2005).
José Eduardo Belmonte dirigiu "Meu Mundo em Perigo" (2007),
filme vencedor dos prêmios de Melhor Ator (Eucir de Souza),
Melhor Ator Coadjuvante (Milhem Cortaz) e Prêmios Especial
da Crítica no "40 Festival de Cinema de Brasília".
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