Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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029 – JOANA FOMM
14 de agosto de 1939, *Rio de Janeiro, RJ

Foto: cena de "A Noite do Meu Bem" (1968), de Jece Valadão


Joana Fomm tem carreira importante no cinema brasileiro, com mais de 30 filmes no currículo, dentre eles, a obra-prima tropicalista "Macunaíma", de Joaquim Pedro de Andrade. A atriz também eternizou vilãs terríveis e inesquecíveis na televisão.

Joana Fomm nasceu em Belo Horizonte, mas foi registrada no Rio de Janeiro. Antes do cinema, escreveu poemas e contos, fez trabalhos no teatro e participações na tv em programas humorísticos e como garota-propaganda. Seu primeiro casamento foi com o ator Francisco Milani, com quem monta companhia de teatro – nesse veículo tem passagem pelo Arena. Joana Fomm estréia no cinema na década de 60, e seus primeiros filmes são `O Quinto Poder` e `Um Morto ao Telefone´. Um grande momentos viria ainda nessa década ao dar vida à cantora e compositora Dolores Duran no filme `A Noite do Meu Bem´, dirigido por Jece Valadão, uma de suas atuações mais elogiadas.

Em 1964 estréia em novelas, formato onde tem uma carreira consagrada, principalmente por sua lista de vilãs como Yolanda Pratini, em `Dancin Days´, Lúcia Gouveia em `Corpo a Corpo´, Perpétua em `Tieta´, Salustiana Tibiriçá em ´Fera Radical, entre outras. Em 1970, Joana Fomm integra a galeria de belas de Walter Hugo Khouri em `Palácio dos Anjos´ e realiza seu segundo filme com Astolfo Araújo, `As Gatinhas´, seu segundo marido. Joana Fomm tem outros bons momentos como no anárquico `Gamal, o Delírio do Sexo, no episódio dirigido por Roberto Santos em `Contos Eróticos´, em `Espelho de Carne´ - de Antonio Carlos Fontoura, e em `Quem Matou Pixote? - José Joffily. Jornalista, a atriz tem livro de contos e escreveu para jornais importantes como o `Ultima Hora´.

 - `O Quinto Poder` (1962), de Alberto Pieralisi;
- `Um Morto ao Telefone` (1964), de Watson Macedo;
- `Três Histórias de Amor” (1966), de Alberto D’ Aversa;
- `ABC do Amor’ (1967), episódio de Eduardo Coutinho;
- `Todas as Mulheres do Mundo` (1967), de Domingos de Oliveira;
- `A Vida Provisória` (1967), de Maurício Gomes Leite;
- `A Noite do Meu Bem` (1968), de Jece Valadão;
- `O Homem Nu` (1968), de Roberto Santos;
- `Edu, Coração de Ouro` (1968), de Domingos de Oliveira;
- `Bebel, Garota Propaganda` (1968), de Maurice Capovila;
- `Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade;
- `Um Sonho de Vampiros’ (1969), de Iberê Cavalcanti e Rubén W. Cavalloti
- `O Palácio dos Anjos` (1970), de Walter Hugo Khoury;
- `As Gatinhas` (1970), de Astolfo Araújo;
- `Gamal, O Delírio do Sexo` (1970), de João Batista de Andrade;
- `Em Cada Coração um Punhal´ (1970), episódio de João Batista de Andrade;
- `Elas’ (1970), de José Roberto Noronha;
- `Fora das Grades` (1971), de Astolfo Araújo;
- `Noites de Iemanjá’ (1972), de Maurice Capovilla;
- `Vozes do Medo’ (1972), episódio de Maurice Capovilla;
- `Marília e Marina` (1976), de Luiz Fernando Goulart;
- `Um Brasileiro Chamado Rosaflor’ (1976), de Geraldo Miranda;
- `Contos Eróticos` (1977), em episódio de Roberto Santos;
- `Beijo na Boca` (1982), de Paulo Sérgio de Almeida; 
- `O Cavalinho Azul’ (1984), de Eduardo Escorel
- `Espelho de Carne` (1984), de Antônio Carlos Fontoura;
- `Césio 137 – Pesadelo em Goiânia` (1990), de Roberto Pires;
- `Vai Trabalhar, Vagabundo II’ (1991), de Hugo Carvana;

- `Quem Matou Pixote` (1996), de José Joffily;
- `Copacabana` (2001), de Carla Camurati

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