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Ítala
Nandi

Homenageada pelo Festival de Brasília do ano passado, Ítala Nandi merece mesmo
todos os festejos pela bela carreira que vem desenvolvendo nas artes Cênicas há
mais de três décadas. Atriz emblemática do cinema nacional, levou para as
telas sua postura de vanguarda no teatro, onde ficou conhecida nacionalmente
pelo trabalho no Teatro Oficina, e atuando em filmes marginais de Rogério
Sganzerla, José Mojica Marins e Rosemberg Filho, além dos cinematovistas
Arnaldo Jabor, David Neves e Joaquim Pedro de Andrade.
Ítala Nandi começou sua carreira no teatro em Porto Alegre. Ainda no início
da década de 60 vai para São Paulo, onde integra-se ao Teatro Oficina e
participa, entre outras, do marco `O Rei da Vela´, cujo registro chega aos
cinema muitos anos depois. Nesse veículo, entre outros de seus feitos, está o
primeiro nu frontal no teatro brasileiro. Sua estréia no cinema nacional foi no
anárquico e cult `O Bandido da Luz Vermelha`, em 1969. Já seu primeiro grande
sucesso é `Os Deuses e os Mortos`, de Ruy Guerra, que lhe dá o prêmio Coruja
de Ouro.
O encontro com o cinema sofisticado de Joaquim Pedro de Andrade, rende-lhe duas
produções de prestígio: `Guerra Conjugal´ em 1975 – pelo qual é premiada
com ´Air France`; e em `O Homem do Pau Brasil`, em 1982. Ítala Nandi fez
poucos trabalhos na tv, privilegiando o cinema, onde chegou, inclusive, à direção
com `In Vino Veritas´, documentário sobre a colonização italiana no sul do
país, sua região natal, e `India – O Caminho dos Deuses’.
Como
diretora:
-
`In Vino Veritas`, de Itala Nandi
Como atriz:
- `O Bandido da Luz Vermelha`
(1969), de Rogério Sganzerla;
- `América do Sexo` (1969), de Luiz Rosemberg Filho, Leon Hirszman e Flávio
Moreira da Costa;
- `Ritual dos Sádicos’ (1970), de José Mojica Marins;
- `Ritual de Sádicos`(1970), de José Mojica Marins
- `Os Deuses e os Mortos`(1970), de Ruy Guerra;
- `Pindorama`(1970), de Arnaldo Jabor;
- `Juliana do Amor Perdido`(1970), de Sérgio Ricardo;
- `Prata Palomares`(1972), de André Faria;
- `Roleta Russa’ (1972), de Bráulio Pedroso;
-`Os Homens Que Eu Tive` (1973), de Teresa Trautman;
- `Sagarana, O Duelo`(1973), de Paulo Thiago;
- `Pecado na Sacristia’ (1975), de Miguel Borges;
- `A Cartomante` (1974), de Marcos Farias;
- `Guerra Conjugal`(1975), de Joaquim Pedro de Andrade;
- `Barra Pesada` (1977), de Reginaldo Farias;
- `O Cortiço` (1978), de Francisco Ramalho Jr.;
- `Amor e Traição` (1979), de Pedro Camargo;
- `Muito Prazer` (1979), de David Neves;
- `Luz Del Fuego` (1982), de David Neves;
- `O Homem do Paul Brasil`(1982), de Joaquim Pedro de Andrade
- `O Rei da Vela` (1983), de José Celso Martinez Correia e Noilton Nunes
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