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ISABEL
RIBEIRO
Foto:
cena de "Os Condenados" (1973), Isabel Ribeiro era a intérprete capaz de dar voz aos personagens mais densos e introspectivos possíveis e com igual medida também aos mais doces. Seu rosto era uma máscara onde tudo podia ser escrito, pois a atriz possuia uma capacidade de incorporar uma gama infindável de signos. Presença luminosa nas telas, brilhou em quase trinta filmes, e também no teatro e na telvisão. Isabel Ribeiro perdeu o pai aos seis meses, fato que abalou a família, sobretudo financeiramente. Começou a trabalhar cedo, e, no início dos anos 60 se apaixona pelo teatro, pisando no palco pela primeira vez em `A Bruxinha Que Era Boa´, de Maria Clara Machado. Mas foi no Arena, com Augusto Boal, que faz sua primeira peça adulta, `A Mandrágora´, iniciando aí uma carreira importante nos palcos brasileiros. Nos anos 70 chega também à televisão, veículo que a sempre requisitará e onde atuará em inúmeras novelas de sucesso - um de seus grandes momentos é em ´Duas Vidas´, de Janete Clair. Ainda nos anos 60 estréia no cinema em ´ABC do Amor´, no episódio `O Pacto´, dirigido por Eduardo Coutinho, primeiro de uma importante e premiada carreira. Na década de 70, Isabel Ribeiro tem dois de seus melhores momentos no Cinema Nacional. Em 1972 é escalada por Leon Hizsman para interpretar Madalena, em sua adaptação cinematográfica do romance de Graciliano Ramos . A atriz está perfeita no papel, em perfeita dobradinha com Othon Bastos - prêmio Air France de Melhor Atriz. Já em 73 é a vez da prostituta Alma em `Os Condenados´, de Zelito Vianna. Isabel Ribeiro recebeu também prêmios no Festival de Gramado por `Parceiros da Aventura´, de José Medeiros, e pelo curta ´A Voz da Felicidade´, de Nelson Nadotti. -
`ABC do Amor´ (1966), episódio dirigido por Eduardo
Coutinho; |
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