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– IRMA ALVAREZ
1933, *Salligueló, Argentina

Foto: Durante
as filmagens do inacabado "O Cavalo de Oxumaré", de Ruy Guerra
Nascida
na Argentina, onde iniciou sua carreira de atriz, Irmã Alvarez se apaixonou
pelo Brasil e aqui se tornou um nome importante do Cinema Nacional, com uma
carreira de cerca de 30 filmes, cercada de algumas polêmicas.
Modelo na adolescência, Irma Alvarez inicia sua carreira na Argentina, quando
vem pela primeira vez ao Brasil em 1951 e participa do teatro de revista de
Walter Pinto. Volta para sua terra natal e após um ano retorna em definitivo a
convite de Walter e torna-se vedete de Carlos Machado até o fim dos anos 50. Já
nessa década começa sua postura libertária ao protagonizar a primeira
fotonovela brasileira em 1957. Segundo registros da Enciclopédia do Cinema
Brasileiro causa furor também ao desfilar de biquíni em 1959, no tradicional
Copacabana Palace. No final dos anos 50, Irma Alvarez chega ao cinema, iniciando
uma carreira prestigiosa, cuja consagração se dá em 1962 ao protagonizar
`Porto das Caixas`, de Paulo César Saraceni e ao rapar a cabeça para o
inacabado `O Cavalo de Oxumaré´, de Ruy Guerra – outro escândalo.
Irma Alvarez trabalhou com os mais diferentes cineastas brasileiros: os
chanchadeiros Victor Lima e Carlos Manga; os cinemanovistas Saraceni, Glauber
Rocha, Domingos de Oliveira, Roberto Santos e Roberto Farias; os marginais e/ou
alternativos Andréa Tonacci e Iberê Cavalcanti - de quem foi uma das musas - o
premiado e politizado fotógrafo Ruy Santos, entre outros. Na tv só estréia na
década de 70, fazendo do cinema seu veículo predileto. Torna-se também
artista plástica no final dos anos 60.
- `Massagista de Madame` (1958), de
Victor Lima;
-`Os Dois Ladrões` (1960), de Carlos Manga;
- `Porto das Caixas` (1962), de Paulo César Saraceni;
- `Nordeste Sangrento’ (1962), de Wilson Silva;
- `Engraçadinha Depois dos 30` (1966), de J.B. Tanko;
- `A Morte em Três Tempos’ (1964), de Fernando Campos;
- `Encontro com a Morte’ (1965), de Arthur Duarte;
- `22-2000 Cidade Aberta’ (1965), de Victor Lima;
- `Onde a Terra Começa` (1966), de Ruy Santos;
- `Terra em Transe` (1967), de Glauber Rocha;
- `Todas as Mulheres do Mundo` (1967), de Domingos de Oliveira;
- `O Sabor do Pecado’ (1967), de Mozael Silveira;
- `A Noite do Meu Bem’ (1968), de Jece Valadão;
- `A Virgem Prometida` (1968), de Iberê Cavalcanti;
- `O Homem Nu` (1968), de Roberto Santos;
- `A Doce Mulher Amada` (1968), de Ruy Santos;
- `Um Sonho de Vampiros’ (1969), de Iberê Cavalcanti e Rubén W. Cavalloti;
- `Os Paqueras` (1969), de Reginaldo Farias;
- `A Cama ao Alcance de Todos’ (1969), de Daniel Filho e Alberto Salvá;
- `Como Vai, Vai Bem?’ (1969), de Carlos Alberto Abreu, Carlos Alberto
Camuyrano, Daniel Chutorlanscy, Alberto Salvá, Valquiria Salvá e Paulo Veríssimo;
- `È Simonal` (1970), de Domingos de Oliveira;
- `Pra Quem Fica, Tchau’ (1970), de Reginaldo Farias;
- `Caingangue’ (1973), de Carlos Hugo Christensen;
- `A Estrela Sobe` (1974), de Bruno Barreto;
- `Blablablá´ (1975), curta de Andréa Tonacci;
- `Ana, a Libertina` (1975), de Alberto Salva;
- `O Dia Marcado’ (1977), de Iberê Cavalcanti;
- `Pra Frente Brasil` (1982), de Roberto Farias;
- `Agüenta Coração` (1984), de Reginaldo Farias;
- `Rockmania’ (1986), de Adnor Pitanga;
- `O Viajante` (1999), de Paulo César Saraceni.
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