Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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148 – ÍRIZ BRUZZI
*Rio de Janeiro, RJ



Foto: com Zé Trindade em cena de "Massagista de Madame" (1959)
de Victor Lima


As famosas vedetes de Walter Pinto e Carlos Machado incendiavam as platéias nos anos 50, onde brilhavam no Teatro de Revista nomes como Mara Rúbia, Carmen Verônica, Virginia Lane, entre outras. O cinema importou várias delas, e nessa galeria está a bela Íris Bruzzi.

o Teatro de Revista foi o primeiro porto de Íris Bruzzi, onde iniciou carreira como vedete da companhia de Walter Pinto e Carlos Machado, os maiores nomes do gênero – casa-se com Walter Pinto em 1954. Ainda na década de 50 chega ao cinema e participa de ‘Garota Enxuta’, de J.B.Tanko e ‘Massagista de Madame’, de Victor Lima. Na televisão estréia em novelas em 1964 com `É Proibido Amor’ e faz grande sucesso em ‘Amas de Pedra’, em 1966. Na telinha, atua em cerca de 20 produções e também em programas humorísticos – fez uma das versões da personagem Ofélia, a saudosa Sônia Mamed e  Cláudia Rodrigues são as outras intérpretes. Íriz Bruzzi desenvolve carreira extensa no Cinema Nacional, passando por diferentes gêneros como as chanchadas de Victor Lima e J. B. Tanko, o cinema urbano de Roberto Santos em ‘O Homem Nú’, e o alternativo José Mojica Marins, em ‘O Estranho Mundo de Zé do Caixão’.

Na década de 70 participa de várias pornochanchadas – as comédias eróticas que lotavam os cinemas – passando a ser uma das musas do gênero. Nos anos 80 atua em três filmes expressivos: o premiado ‘Aventuras de Um Paraíba’, de Marco Altberg; o delicado ‘Sonhos de Menina Moça’, de Tereza Trautman; e sobretudo no belo filme de Walter Hugo Khouri, ‘Amor Estranho Amor’. Depois de passar um tempo fora do país, retoma a carreira na televisão.

 - ‘Garota Enxuta’ (1959), de J. B. Tanko;
- ‘Massagista de Madame’ (1959), de Victor Lima;
- ‘O Viúvo Alegre’ (1960), de Victor Lima;
- ‘Crime no Sacopã’ (1963), de Roberto Pires;
- ‘As Cariocas’ (1966), de Fernando de Barros, Walter Hugo Khouri e Roberto Santos;
- ‘O Estranho Mundo de Zé do Caixão’ (1968), de José Mojica Marins;
- ‘O Homem Nú’ (1968), de Roberto Santos;
- Golias Contra o Homem das Bolinhas’ (1969), de Victor Lima;
- ‘A Arte de Amar Bem’ (1970), de Fernando de Barros;
- ‘Som, Amor e Curtição’ (1972), de J.B.Tanko;
- ‘As Alegres Vigaristas’ (1974), de Carlos Alberto de Souza Barros;
- `As Mulheres que fazem diferente’ (1974), episódio de Cláudio MacDowell;
- ‘Um Soutien Para Papai’ (1975), de Carlos Alberto de Souza Barros;
- ‘Com Um Grilo na Cama’ (1975), de Gilvan Pereira;
- ‘Pintando o Sexo’ (1977), de Jairo Carlos ‘Egídio Eccio;
- ‘Esse Rio Muito Louco’ (1977), de Geraldo Brocchi, Denoy de Oliveira e Luiz de Miranda Corrêa;
- ‘Assim Era a Pornochanchada’ (1978), de Victor di Mello e Cláudio MacDowell;
- ‘Ariella’ (1980), de John Herbert;
- ‘As Aventuras de Um Paraíba’ (1982), de Marco Altberg;
- ‘Amor Estranho Amor’ (1982), de Walter Hugo Khouri;
- ‘Sonhos de Menina Moça’ (1987), de Teresa Trautman.

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