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IRENE STEFÂNIA
1948, *São Paulo, SP

Foto:
cena de "Lance Maior" (1968), Sylvio Back
Se em grande parte o cinema é uma indústria de homens – são mais produtores
que produtoras, mais diretores que diretoras, mais histórias de homens que de
mulheres – são as atrizes que representam grande parte do lado mítico da sétima
arte, e não é a tôa a quantidades de musas e divas nos quatro cantos do
mundo. E falando em Cinema Brasileiro um grande destaque entre as nossas maiores
musas é com certeza a maravilhosa Irene Stefânia.
Irene Stefânia começou seus estudos pela filosofia e pela música clássica.
Em 1966, dá uma guinada na sua possível futura carreira ao atuar em seu
primeiro filme, já como protagonista - `O Alegre Mundo de Helô`, de Carlos
Alberto de Souza Barros. Dá-se início então uma das trajetórias mais
limportantes do cinema brasileiro, que até hoje soma quase 20 filmes. Irene
Stefânia é uma atriz essencialmente de cinema, e ilumina as décadas de 60 e
70 com seu talento e sua beleza diáfana – só vai atuar em novelas
esporadicamente, sendo que nos registros constam apenas três : `Tempo de Viver
(72), `Supermanoela` (74) e `Música ao Longe` (82). Depois do belo `Garota de
Ipanema`, de Leon Hirszman, Nelson Pereira dos Santos dirige o deliciosamente anárquico
`Fome de Amor` e reúne duas deusas em cena: Irene e Leila Diniz – que
voltariam a trabalhar juntas em `Asyllo Muito Louco`, outro ótimo filme do
diretor.
Irene Stefânia marca presença também no primeiro longa de ficção de Sylvio
Back, `Lance Maior`, e segue sua carreira trabalhando com grandes nomes –
inclusive, protagoniza o único filme do psicanalista Roberto Freire, `Cléo e
Daniel`. Em 1978 atua na sua única pornochanchada, `Damas do Prazer`, e
abandona as telas. Sua volta sé dá pelas mãos do cineasta-poeta Carlos
Reichebanch, no premiado `Anjos do Arrabalde`, em 1987.
- `O Mundo Alegre de Helô` (1967),
de Carlos Alberto de Souza Barros;
- `Garota de Ipanema` (1967), de Leon Hirszman;
- `Fome de Amor` (1968), de Nelson Pereira dos Santos;
- `Lance Maior` (1968), de Sylvio Back;
- `A Doce Mulher Amada` (1968), de Ruy Santos;
- `Os Paqueras` (1969), de Reginaldo Farias;
- `A Cama ao Alcance de Todos` (1969), de Daniel Filho e Alberto Salva;
- `As Armas` (1969), de Astolfo Araújo;
- `Asyllo Muito Louco` (1970), de Nelson Pereira dos Santos;
- `É Simonal` (1970), de Domingos de Oliveira;
- `O Donzelo` (1970), de Stefan Wohl;
- `Cléo e Daniel` (1970), de Roberto Freire;
- `Mãos Vazias` (1971), de Luiz Carlos Lacerda;
- `O Doce Esporte do Sexo` (1971), de Zelito Viana;
- `Amor e Medo` (1974), de José Rubens Siqueira;
- `Damas do Prazer` (1978), de Antonio Meliande;
- `Anjos do Arrabalde` (1987), de Carlos Reichenbach
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