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– INALDA DE CARVALHO
1935 - 2004, *São José do Rio Preto, SP

Foto: cena de
"Colégio de Brotos" (1955), de Carlos Manga
As chanchadas lotavam os cinemas nos anos 40 e 50. O público adorava aquelas
comédias musicais ingênuas e a crítica torcia o nariz – até hoje muitos
ainda chutam essa fase do cinema brasileiro. Sob esse gênero foram produzidas
dezenas de filmes e vários atores, atrizes e comediantes tiveram lugar de
destaque. A morena Inalda de Carvalho foi um desses nomes e, mesmo com uma
carreira curta, deixou seu nome gravado na história do cinema brasileiro.
Inalda de Carvalho saiu de São Paulo para viver no Rio de Janeiro, onde
desenvolve carreira de modelo e chega a ser Miss Cinelândia. A Atlântida,
maior produtora das chanchadas, foi a sua porta de entrada para o cinema
nacional, onde estréia pelas mãos do mestre Carlos Manga em 1954, em um dos clássicos
dessa fase, `Matar ou Correr`. Voltaria a ser requisitada pelo cineasta no ano
seguinte em ´Colégio de Brotos´.
A carreira de Inalda de Carvalho duraria apenas três anos, período em que
atuou em quatro filmes, sendo o último em 1955, `Chico Viola não Morreu`. Em
1975 volta às telas no documentário-homenagem às chanchadas, `Assim Era Atlântida´,
que reunia alguns atores que trabalharam e/ou foram revelados pelo gênero como
Eliana, Norma Bengell, José Lewgoy, Sônia Mamed, Zezé Macedo, entre outros.
- `Matar ou Morrer´(1954), de
Carlos Manga;
- `A Outra Face do Homem` (1954), de J. B. Tanko;
- `Colégio de Brotos` (1955), de Carlos Manga:
- `Chico Viola não Morreu` (1955), de Ronán Viñoly Barreto;
- `Assim Era Atlântida` (1975), de Carlos Manga.
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