Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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155 – IMARA REIS
*Rio de Janeiro, RJ

Foto: cena de "Sonho Sem Fim" (1985), de Lauro Escorel


Uma das mais notáveis atrizes do cinema brasileiro, ver o nome de Imara Reis no elenco de um filme é garantia de talento sempre. Atriz de cinema por excelência, ela é capaz de iluminar a tela, sendo filme de autor, de rotina ou da mais pura vanguarda.

Imara Reis começou no teatro amador, mais tarde se especializando academicamente. Garota propaganda com vários comerciais no currículo, estréia em novelas na Rede Tupi, em 1978, na novela ‘Salário Mínimo’. No ano seguinte chega às telas o primeiro filme em que atuou, ‘Inquietações de Uma Mulher Casada’, de Alberto Salvá. Pronto, começava aí uma das carreiras mais significativas do Cinema Nacional, e a platéia passava, a cada título, a se espantar e se admirar com seu imenso talento. Seu terceiro filme, ‘Flor do Desejo’, marca o encontro com o cineasta Guilherme de Almeida Prado, de quem passa a ser uma das musas. Além de protagonizar ‘Flor do Desejo’, ela tem atuação deliciosa em ‘A Dama do Cine Sanghai’, onde interpreta várias personagens, e em ‘A Hora Mágica’.

Imara Reis marca presença e pontua o cinema brasileiro do final dos anos 70 até a produção atual - Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Gramado 86, por ‘Sonho sem Fim’ e ‘Filme Demência’.  Brilha em qualquer corrente: no afetivo ‘Sonho Sem Fim’, de Lauro Escorel; nos rotineiros ‘Jorge, Um Brasileiro’, de Paulo Thiago. e “O Grande Mentecapto’, de Oswaldo Caldeira; e no formato curta em ‘Obscenidades’, de Roberto Henkin. Imara Reis se agiganta ainda mais nos vanguardistas, e maravilhosos, ‘Filme Demência’, de Carlos Reichenbach, e  ‘Romance’, de Sérgio Bianchi.

 - ‘Inquietações de Uma Mulher Casada’ (1979), de Alberto Salvá;
- ‘Retrato Falado de Uma Mulher Sem Pudor’ (1982), de Jair Correia e Hélio Porto;
- ‘Flor do Desejo’ (1983), de Guilherme de Almeida Prado;
- ‘Doce Delírio’ (1983), de Manoel Paiva;
- ‘Sonho Sem Fim’ (1985), de Lauro Escorel;
- ‘Obscenidades’ (1986), curta de Roberto Henkin;
- ‘Filme Demência’ (1986), de Carlos Reichenbach;
- ‘Vera’ (1987), de Sérgio Toledo;
- ‘A Dama do Cinen Shanghai’(1987), de Guilherme de Almeida Prado;
- ‘Romance’ (1988), de Sérgio Bianchi;
- ‘Jorge, Um Brasileiro’ (1988), de Paulo Thiago;
- ‘Jardim de Alah’ (1988), de David Neves;
- `Três Moedas na Fonte’ (1988), curta de Cecílio Neto;
- ‘Faca de Dois Gumes’ (1989), de Murilo Salles;
- ‘O Grande Mentecapto’ (1989), de Osaldo Caldeira;
- ‘Manobra Radical’ (1991), de Elisa Tolomelli;
- `A Voz do Morto’ (1993), curta de Sérgio Zergler e Vitor Ângelo;
- “O Guarani’ (1996), de Norma Bengell;
- A Hora Mágica’ (1998), de Guilherme de Almeida Prado;
- ‘Minha Vida em suas Mãos’ (2001), de José Antônio Garcia;
- ‘Joana e Marcelo, Amor (Quase) Perfeito’ (2002), de Marco Altberg

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