Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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118 - ILKA SOARES
21 de junho de 1932, *Rio de Janeiro, RJ


Foto: cena de "Pintando o Sete" (1960), de Carlos Manga


Ilka Soares estreou nas artes cênicas chamando atenção pela beleza altiva e pelo desempenho considerado ousado - por ser ainda adolescente - como a india Iracema, em filme homônimo, adaptado do clássico de José de Alencar. A partir daí, inicia uma curiosa e destaca trajetória no cinema nacional.

No cinema brasileiro, Ilka Soares passou por vários estúdios e suas diferentes formas de produção. Seus primeiros trabalhos foram para a Nova Terra Filmes, de produtores italianos que a aprovaram em teste para protagonizar `Iracema`. Com eles faz mais dois filmes e depois passa por modelos antagônicos como as produções da Atlântida e da Vera Cruz, além de trabalhos para a Multfilmes e produções independentes de Watson Macedo. Outro fator curioso em sua carreira  são os seus casamentos, que pontuam seus trabalhos em diferentes veículos. Na década de 50 dedica-se muito ao cinema, e casa-se com o ator e diretor Anselmo Duarte. Já nos anos 60 casa-se com Walter Clark, o mago da televisão, e, coincidência ou não, abandona o cinema e estréia na tv em 71, onde constrói longa carreira.

Atriz de talento, nas duas fases definidas de sua carreira, Ilka Soares foi estrela em mais de dez filmes e também teve papéis de destaque na tv, notadamente nas novelas de Cassiano Gabus Mendes. Ilka Soares tem bons momentos em filmes como `Modelo 19` e `Floradas na Serra. Retorna aos cinemas quase 30 anos após - seu último filme então era de 1960, atuando em `Brasa Adormecida`, em 1987, onde faz participação com o ex-marido Anselmo Duarte. Seu último filme até agora é `Copacabana`, em 2001.

 - `Iracema` (1949), de Vittorio Cardinali e Gino Talamo;
- `Katucha` (1950), de Edmond F. Bernoudy e Paulo Machado;
- `Echarpe de Seda´ (1950), de Gino Talamo;
- `Maior que o Ódio` (1951), de José Carlos Burle;
- `Modelo 19` (1952), de Armando Couto;
- `Três Vagabundos’ (1952), de José Carlos Burle;

- `Esquina da Ilusão` (1953), de Ruggero Jacobbi;
- `Floradas na Serra` (1954), de Luciano Salce;
- `Carnaval em Marte` (1955), de Watson Macedo;
- `Depois Eu Conto’ (1956), de José Carlos Burle e Watson Macedo;
- `Pintando o Sete` (1960), de Carlos Manga;
- `Brasa Adormecida` (1987), de Djalma Limongi Batista;
- `Copacabana` (2001), de Carla Camuratti.

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