Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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121 – IDA GOMES
25 de setembro de 1933, *Krasnik, Polônia



Filme dublado é uma chatice, mas ainda necessário para o mercado televisivo, levando-se em conta a realidade sócio-cultural brasileira – e mesmo em potências como a França e a Itália ele é bem-vindo, por proteção à língua. Dublagem é uma arte, e um mercado que emprega centenas de profissionais no Brasil. Além de se eternizar como uma das maravilhosas Irmãs Cajazeiras – era a Dorotéia – no marco ‘O Bem Amado’, de Dias Gomes, da carreira importante no teatro e de filmes expressivos no cinema, a atriz Ida Gomes é um nome importante desse segmento.

Ida Gomes nasceu na Polônia e veio para o Brasil aos 13 anos. Irmã do também ator Felipe Wagner, Ida encontrou na mãe a maior incentivadora para trilhar a carreira artística. Aos 15 anos fez sua primeira apresentação no rádio, desenvolvendo depois carreira de rádio-atriz na Tupi. Nos anos 50 Ida Gomes atua no teatro, na televisão e como dubladora. Na telinha estréia em ‘Coração Delator’, em 1953, e depois vai para a Globo, onde participa de cerca de 30 produções. Nesses mesmos anos, trabalha na BBC de Londres durante um ano e abraça a carreira de dubladora, sendo a voz oficial de duas estrelas, e rivais, de Hollywood: Bette Davis e Joan Crawford. Estréia no cinema em 1963 na versão dirigida por Billy Davis para ‘Bonitinha, mas Ordinária’, de Nelson Rodrigues.

Ainda na década de 60, Ida Gomes atua em ‘O Mundo Alegre de Helô’, de Carlos Alberto de Souza Barros, e no filme seguinte, `A Penúltima Donzela`, de Fernando Amaral, tem hilária participação como a mãe e tia escandalizada com a ‘libertinagem’ das personagens das adoráveis Djenane Machado e Adriana Prieto. Ida Gomes atua em mais quatro filmes, e depois de tempos afastada do cinema, retorna em ‘Copacabana’, de Carla Camurati, em 2001.

 - ´Bonitinha, mas Ordinária’ (1963), de Billy Davis;
- ´O Mundo Alegre de Helô’ (1967), de Carlos Alberto de Souza Barros;
- ´A Penúltima Donzela’ (1969), de Fernando Amaral;
- ´O Casal’ (1975), de Daniel Filho;
- ´O Seminarista’ (1977), de Geraldo Santos Pereira;
- ´Amante Latino’ (1979), de Pedro Carlos Róvai;
- ´Primeiro de Abril, Brasil’ (1988), de Maria Letícia;
- ´Copacabana’ (2001), de Carla Camurati
 

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