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Sala Isabel
Ribeiro
Atrizes
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011
- HELENA IGNEZ
1942, *Salvador, Bahia

Foto: cena de
`O Padre e a Moça' (1965),
de Joaquim Pedro de Andrade
Musa do Cinema Marginal, Helena Ignez é um caso a parte no cenário artístico
brasileiro. Quase desconhecida do grande público, pois fez pouquíssimos
trabalhos na televisão e no cinema
sempre privilegiou filmes de vanguarda, a atriz tem uma legião de fãs que há
muito se deliciam com suas interpretações debochadas e modernas.
Helena Ignez começou sua carreira no teatro em Salvador, onde conhece e se casa
com o cineasta Glauber Rocha, e tem a filha Paloma. Estréia no cinema no curta
`Pátio´, dirigido por Glauber em 1959, e dois anos após atua em “A Grande
Feira”, de Roberto Pires, filme que tem direção de produção do marido. No
ano seguinte vai para o Rio de Janeiro para atuar em “Assalto ao trem
Pagador”, de Roberto Faria, um marco do Cinema Nacional. Em 1965, Helena Ignez
recebe menção honrosa no Festival de Berlim pelo belíssimo filme “O Padre e
A Moça”, de Joaquim Pedro de Andrade, inspirado em poema de Carlos Drummond.
Alguns anos depois encontra-se com dois cineastas que vão mudar sua carreira,
transformando-a em uma atriz essencialmente de vanguarda: Júlio Bressane e Rogério
Sganzerla – namora com o
primeiro, casa-se com o segundo e juntos montam a Belair, produtora de filmes
emblemáticos do Cinema Marginal, gênero experimental por excelência do cinema
brasileiro, onde Bressane e Sganzerla são os maiores expoentes.
No Cinema Marginal Helena Ignez sempre reinou, marcando um recorde em 1970 ao
participar de 6 filmes. Nesse gênero ela brilhou, entre outros, em `O Bandido
da Luz Vermelha´ e ´A Mulher de Todos`, ambos de Sganzerla, imortalizando,
respectivamente, as personagens Janete Jane e Angela Carne e Osso. Mas mesmo em
outras praias, mostrou o quanto é grande atriz em clássicos como ´A Grande
Feira´, ´Assalto ao Trem Pagador´e ´O Padre e a Moça´. Depois de anos
dedicada a estudos do oriente, volta, felizmente, a atuar no Cinema Nacional.
- `Pátio´(curta - 1959), de
Glauber Rocha;
- `A Grande Feira´ (1961), de Roberto Pires;
- ´Assalto ao Trem Pagador`(1962), de Roberto Farias;
- `O Grito da Terra’ (1964), de Olney São Paulo;
- ´O Padre e a Moça`(1965), de Joaquim Pedro de Andrade;
- ´Cara a Cara´(1967), de Júlio Bressane;
- `Os Marginais’ (1968) – episódio `Guilherme’, de Carlos Alberto Prates
Correia;
- `O Engano’ (1968), de Mario Fiorani;
- `Um Homem e sua jaula’ (1969), de Fernando Campos e Paulo Gil Soares;
- ´O Bandido da Luz Vermelha´ (1969), de Rogério Sganzerla;
- `Sem Essa Aranha’ (1970), de Rogério Sganzerla;
- `A Mulher de Todos´(1970), de Rogério Sganzerla;
- `A Família do Barulho’ (1970), de Júlio Bressane;
- `Cuidado, Madame’ (1970), de Júlio Bressane;
- `Copacabana, Mon Amour’ (1970), de Rogério Sganzerla;
- `Barão Olavo, O Horrível’ (1970), de Júlio Bressane;
- `Os Monstros do Babaloo’ (1971), de Elyseu Visconti;
- `Carnaval de Lama’ (1975), de Rogério Sganzerla;
- `Mulheres de Cinema’ (1978), média de Ana Maria Magalhães;
- `Nem Tudo É Verdade’ (1986), de Rogério Sganzerla;
- `Perfume de Gardênia’ (1992), de Guilherme de Almeida Prado;
- `Oswaldianas’ (1992) – episódio ‘Perigo Negro’, de Rogério Sganzerla;
- `Tudo é Brasil’ (1996), de Rogério Sganzerla;
- `São Jerônimo’ (1999), de Júlio Bressane;
- Glauber O Filme, Labirinto do Brasil’ (2003), de Sílvio Tendler
- `Signo do Caos’ (2003), de Rogério Sganzerla
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