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Foto:
cena de "O Céu de Suely" (2006),
de Karim Ainouz
Uma das maiores revelações do cinema dos anos 2000, Hermila
Guedes vem construindo uma trajetória cinematográfica que
já soma quatro longas, com alguns dos diretores mais provocativos
do cinema brasileiro atual: Marcelo Gomes, Karim Aiñouz, Paulo
Caldas e Cláudio Assis.
Pernambucana,
Hermila Guedes começou sua carreira no teatro em 1999 com a peça
“A Duquesa dos Cajus”, direção de João Ferreira.
Nos palcos, ainda marcou presença em peças como “Angu de
Sangue”, em 2004, do surpreendente texto do escritor Marcelino Freire.
No cinema, atuou nos curtas “O Pedido”, em 2004, de Adelina Pontual –
prêmio de Melhor Atriz no 4º Festival de Cinema do Recife e
do 10º Cine Ceará; “A Velha Branca e o Bode Vermelho”, de
Adelina Pontual; “A Casa da Rua São João, de Lírio
Ferreira; “O Homem da Mata”, de Antônio Carrilho; e “Entre Paredes”,
de Eric Laurence. Hermila Guedes estréia em longas no premiado
filme “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005), de Marcelo Gomes.
Mas
foi no filme seguinte que sacudiu o país e vários festivais
internacionais: “O Céu de Suely” (2006), de Karim Ainouz. O cineasta,
que já tinha impactado com seu longa de estréia, “Madame
Satã” (2002), realizou um filme brilhante e teve em Hermila a intérprete
perfeita. O filme recebeu vários prêmios internacionais e
ela foi premiada como Melhor Atriz no Festival do Rio e no Festival de
Havana. O sucesso carimbou o passaporte da atriz para a televisão,
onde deu vida à cantora Elis Regina no especial da Rede Globo,
“Por Toda a Minha Vida”. Hermila Guedes está novos filmes de Paulo
Caldas e Cláudio Assis, respectivamente, “O Deserto Feliz” e “Baixio
das Bestas”.
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“Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005), de Marcelo Gomes;
- “O Céu de Suely” (2006), de Karim Ainouz;
- “Deserto Feliz” (2007), de Paulo Caldas;
- “Baixio das Bestas” (2007), de Cláudio Assis
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