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Helena Solberg
Os
anos 60 foram uma época de explosão do Cinema Novo, com filmes importantes
como “Os Cafajestes”, de Ruy Guerra e “Deus e Diabo na Terra do Sol”,
de Glauber Rocha, sucessos impactantes nos festivais internacionais. Nessa
época, foram poucas as cineastas que surgiram, e entre elas está Helena
Solberg. Helena
Solberg começou sua carreira a partir do contato com grandes nomes
do Cinema Novo, como Carlos Diegues e Arnaldo Jabor, época em que conviveu
com eles durante os estudos na PUC, e, posteriormente, com Joaquim Pedro
de Andrade, Paulo César Saraceni e Mário Carneiro. Além de diretora, Helena Solberg teve
experiência atrás das câmeras também como continuísta em “Capitu”
(1968), dirigido por Paulo César Saraceni. Sua estréia como cineasta se deu em
1966 com o curta-metragem “A Entrevista”, em 1966. Nesse filme Helena Solberg já inaugurava uma das marcas de seu cinema
que é a conjugação entre documentário e ficção, ao focar mulheres falando
sobre o casamento e uma noiva se preparando
para a cerimônia. Em 1969 dirige “Meio-Dia”, dessa
vez uma ficção sobre a revolta de alunos em sala de aula, tendo como contexto
o período da ditadura e a música de Caetano Veloso, “É Proibido Proibir”. Helena Solberg muda-se para os Estados
Unidos nos anos 70, onde fica durante quase trinta anos e dirige várias produções.
A América Latina é um dos temas
prediletos da diretora, e em 1995 escolhe um tema-símbolo, o mito internacional
Carmen Miranda, e realiza o documentário “Carmen Miranda: Banana is My
Business”. Nesse filme, está presente sua grande característica que é o
documentário com cenas de ficção. O último filme de Helena Solberg até agora é o belo “Vida de Menina”, uma adaptação do diário de Helena Morley, os registros de uma garota na Diamantina logo após a abolição da escravatura e da proclamação da República. O livro se tornou um grande sucesso entre intelectuais, entre eles Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade, Darcy Ribeiro e Elisabeth Bishop. Protagonizado por Ludmila Dayer,
“Vida de Menina” recebeu 6 Kikitos no Festival de Gramado: Melhor Filme,
Melhor Roteiro (Elena Soares e Helena Solberg), Melhor Fotografia (Pedro
Farkas), Melhor Trilha Sonora (Wagner Tiso), Melhor Direção de Arte (Beto
Mainieri) e Prêmio do Júri Popular. Ganhou também o prêmio de Melhor Filme -
Júri Popular, no Festival do Rio. |
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