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– GLÓRIA PIRES
23 de agosto de 1963, *Rio de Janeiro, RJ

Foto: cena de
"Índia, A Filha do Sol" (1982), de Fábio Barreto
Sem nunca ter atuado no teatro, e ter atingido o estrelato pela televisão, veículo
onde é a atriz mais talentosa e importante de sua geração, a irrepreensível
Glória Pires é uma presença luminosa no Cinema Nacional desde a década de
80.
Glória Pires começou a carreira na tv ainda criança, na novela ´A Pequena Órfã´,
em 1969. Depois de participações em outras produções, essa filha do
comediante Antonio Carlos – um dos alunos da Escolinha do Professor Raimundo
– estourou nacionalmente em 1978 como Marisa, no marco ´Dancin Days´, de
Gilberto Braga. Daí para frente, Glória Pires constrói uma carreira impecável,
como uma das melhores atrizes brasileiras, atingindo o auge do sucesso como a
vilã Maria de Fátima em ´Vale Tudo´, outro sucesso de Braga. Em 1982, a
atriz faz sua estréia no cinema, em composição econômica e sem exageros -
uma de suas marcas - em ´Índia, a Filha do Sol´, de Fábio Barreto. Em seu
segundo filme é convidada pelo mestre Nelson Pereira dos Santos para o belo ´Memórias
do Cárcere´, como a esposa do escritor Graciliano Ramos.
Glória Pires parece se enamorar das telas e marca presença nas décadas de 80
e 90, com bons momentos em ´Besame Mucho´, e no sucesso nacional ´O Quatrilho´
- outra vez pelas mãos de Fábio Barreto – indicado ao Oscar de Melhor Filme
Estrangeiro. Seu último filme até agora é ´A Partilha´, uma adaptação de
Daniel Filho para a peça best-seller de Miguel Falabella.
- `Índia, a Filha do Sol´ (1982),
de Fábio Barreto;
- `Memória dos Cárcere´ (1984), de Nelson Pereira dos Santos;
- `Besame Mucho´ (1987), de Francisco Ramalho Jr;
- `Jorge, Um Brasileiro` (1988), de Paulo Thiago;
- `O Quatrilho´ (1995), de Fábio Barreto;
- `O Guarani´ (1996), de Norma Bengell;
- `Pequeno Dicionário Amoroso` (1997), de Sandra Werneck;
- `A Partilha` (2001), de Daniel Filho
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