Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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168 – GIULIA GAM
28 de dezembro de 1966, *Perrugia, Itália

 

Foto: cena de `Oswaldianas' (1992) - episódio
 `Quem Seria o Feliz Conviva de Isadora Duncan', de Júlio Bressane

Uma das maiores revelações das artes cênicas dos anos 80, Giulia Gam vem construindo uma carreira notável, seja no teatro, na televisão e no cinema. Nesse último, marca presença contínua em uma trajetória que já soma uma dezena e meia de filmes. 

Giulia Gam inicia sua carreira artística em São Paulo pelas mãos do genial diretor de teatro Antunes Filho. Sua composição para Julieta, do clássico de Shakespeare `Romeu e Julieta’, dirigido por Antunes, a projeta no meio artístico. A atriz desenvolve carreira importante no teatro, em montagens autorais e de vanguarda assinadas por nomes como Gerald Thomas e Bia Lessa. Em 1987 estréia em novelas como a Jocasta jovem na novela `Mandala’, de Dias Gomes. Na telinha, atua em marcos da teledramaturgia como as novelas `Que Rei Sou Eu?’ (1989) e `Mulheres Apaixonadas’ (2003), na minissérie `O Primo Basílio’ (1988) e nos seriados `A Comédia da Vida Privada’ (1995) e `A Vida Como Ela É’. Em 87 Giulia Gam chega também aos cinemas, atuando em três filmes : `Aurora’, curta de Beto Brant e Renato Ciasca; `Besame Mucho’, de Francisco Ramalho Jr; e `O País dos Tenentes’, de João Batista de Andrade. Já na década seguinte, atua em filmes de cineastas autorais, como Walter Salles, Júlio Bressane e Ugo Giorgetti, além de protagonizar a estréia do jornalista Pedro Bial – seu marido na época - como cineasta no belo `Outras Estórias’. 

Giulia Gam tem bela presença cinematográfica – sua pequena, mas marcante participação em `A Grande Arte’, irregular longa-metragem de estréia do cineasta Walter Salles, é uma das melhores coisas do filme. O encontro da atriz com o mestre Júlio Bressane também resultou em três belos rebentos: o episódio `Quem Seria o Feliz Conviva de Isadora Duncan’ em `Oswaldianas’, e os longas `O Mandarin’ e `Miramar’.

 
- `Aurora’ (1987), curta de Beto Brant e Renato Ciasca;
- `Besame Mucho’ (1987), de Francisco Ramalho Jr;
- `O País dos Tenentes’ (1987), de João Batista de Andrade;
-  `Fogo e Paixão’ (1988), de Marcio Kogan e Isay Weinfeld;
- `A Grande Arte’ (1991), de Walter Salles;
- `Oswaldianas’ (1992), em episódio de Júlio Bressane;
- `Sábado’ (1995), de Ugo Giorgetti;
- `O Mandarim’ (1995), de Júlio Bressane;
- `Miramar’ (1997), de Júlio Bressane;
- `Policarpo Quaresma, Herói do Brasil’ (1998), de Paulo Thiago;
- `Tiradentes’ (1999), de Oswaldo Caldeira;
- `Outras Estórias’ (1999), de Pedro Bial;
- `O Casal dos Olhos Doces’ (2002), curta de Felipe Rodrigues;
- `O Preço da Paz’ (2003), de Paulo Morelli;
- `A Dona da História’ (2004), de Daniel Filho;
- `Árido Movie’ (2004), de Lírio Ferreira.  

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