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Uma das maiores revelações das artes cênicas dos anos 80,
Giulia Gam vem construindo uma carreira notável, seja no teatro, na televisão
e no cinema. Nesse último, marca presença contínua em uma trajetória que já
soma uma dezena e meia de filmes. Giulia Gam inicia sua carreira artística em São Paulo pelas
mãos do genial diretor de teatro Antunes Filho. Sua composição para Julieta,
do clássico de Shakespeare `Romeu e Julieta’, dirigido por Antunes, a projeta
no meio artístico. A atriz desenvolve carreira importante no teatro, em
montagens autorais e de vanguarda assinadas por nomes como Gerald Thomas e Bia
Lessa. Em 1987 estréia em novelas como a Jocasta jovem na novela `Mandala’,
de Dias Gomes. Na telinha, atua em marcos da teledramaturgia como as novelas
`Que Rei Sou Eu?’ (1989) e `Mulheres Apaixonadas’ (2003), na minissérie `O
Primo Basílio’ (1988) e nos seriados `A Comédia da Vida Privada’ (1995) e
`A Vida Como Ela É’. Em 87 Giulia Gam chega também aos cinemas, atuando em
três filmes : `Aurora’, curta de Beto Brant e Renato Ciasca; `Besame Mucho’,
de Francisco Ramalho Jr; e `O País dos Tenentes’, de João Batista de
Andrade. Já na década seguinte, atua em filmes de cineastas autorais, como
Walter Salles, Júlio Bressane e Ugo Giorgetti, além de protagonizar a estréia
do jornalista Pedro Bial – seu marido na época - como cineasta no belo
`Outras Estórias’. Giulia Gam tem bela presença cinematográfica – sua
pequena, mas marcante participação em `A Grande Arte’, irregular
longa-metragem de estréia do cineasta Walter Salles, é uma das melhores coisas
do filme. O encontro da atriz com o mestre Júlio Bressane também resultou em
três belos rebentos: o episódio `Quem Seria o Feliz Conviva de Isadora Duncan’
em `Oswaldianas’, e os longas `O Mandarin’ e `Miramar’. |
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