Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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Gilda de Abreu

 

Se nos anos 20, 30 e 40, Carmen Santos foi o nome feminino mais importante no cinema brasileiro, a metade dos anos 30 revelou Gilda de Abreu, que conquista seu lugar com seu múltiplo talento. Ela inicia então uma trajetória de sucesso como cantora lírica, empresária, atriz, roteirista e diretora.

 
Gilda de Abreu nasceu em Paris, França, no dia 23 de setembro de 1904, quando seus pais viajavam em férias, e retornou ao Brasil anos depois. Filha da cantora lírica portuguesa Nicia Silva, aprende canto com a mãe e torna-se cantora consagrada nos palcos brasileiros. Em uma dessas montagens, conhece e casa-se com o cantor e compositor Vicente Celestino, com quem inicia parceria de sucesso nos palcos e nas telas.

 Gilda de Abreu estreou no cinema como atriz em 1936 no filme `Bonequinha de Seda`, de Oduvaldo Vianna, em papel destinado inicialmente para Carmen Miranda. O filme foi um sucesso, consagrando a atriz para o grande público.

 Depois de ótimos resultados adaptando as músicas do marido para o teatro, Gilda de Abreu leva ´O Ébrio´ para o cinema, quando estréia como diretora, e realiza um dos maiores sucessos do cinema nacional. "O Ébrio" conquista multidões, que fazem filas em cinemas espalhados por todo o país.


Em 1947, Gilda de Abreu dirige o marido novamente em `Pinguinho de Gente´, produção cara que compromete a produtora Cinédia. Dois anos depois, ela dirige outro grande sucesso, `Coração Materno´, dessa vez atuando ao lado de Vicente Celestino.

Outras incursões no cinema foram o roteiro de `Chico Viola não morreu´- biografia do cantor Francisco Alves, e a direção e roteiro do curta `Canção de Amor´, em homenagem ao marido.

Gilda de Abreu foi uma das mulheres essenciais do Cinema Brasileiro. Faleceu em 4 de junho de 1979

- `Bonequinha de Seda` (1936), de Oduvaldo Vianna - como atriz;
- `O Ébrio` (1946), de Gilda de Abreu - só como diretora);
- `Pinguinho de Gente` (1947), de Gilda de Abreu - só como diretora;
- `Coração Materno` (1949), de Gilda de Abreu - também como atriz;
- `Canção de Amor` (1977), de Gilda de Abreu – curta.

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