Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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135 - EVA WILMA
14 de dezembro de 1933 - *São Paulo, SP

Foto: cena de "São Paulo S.A" (1965), de Luis Sérgio Person

Uma das mais carismáticas atrizes brasileiras, há 50 anos Eva Wilma emociona o público, seja na televisão, no teatro ou no cinema. A atriz tem uma carreira curiosa no cinema nacional. Como protagonizou, junto ao então marido John Herbert, o seriado de absoluto sucesso `Alô Doçura´ durante 10 anos na tv, nesse período se dedicou com regularidade aos trabalhos no cinema.

Bailarina do Corpo de Baile do Teatro Municipal de São Paulo, Eva Wilma estreou nas telas em 1953 no clássico da Vera Cruz, ´Uma Pulga na Balança´, de Luciano Salce. Daí em diante marcou presença em duas dezenas de filmes, de diretores como Roberto Farias, Armando Couto e José Carlos Burle, e passou a figurar também na galeria das belas de Walter Hugo Khouri ao participar do filme `A Ilha`.  Em 54 encena na televisão o seriado “Alô Doçura”, marco inicial de uma carreira importante na telinha, onde se torna a maior estrela da TV Tupi e musa da escritora Ivani Ribeiro em novelas como “Mulheres de Areia” e “A Viagem”.  Atua também no teatro, com passagem pelo Arena e com montagens importantes no currículo.

 Bela e talentosa, Eva Wilma tem um estilo de interpretação em que a técnica está como que submetida à emoção, que brota fácil, mas profunda e equilibrada. Com o final do ´Alô Doçura´, Eva Wilma intensifica a carreira em  telenovelas e vai se distanciando aos poucos do cinema. Mas ainda assim, deixa sua marca em filmes importantes, como a Luciana na obra-prima de Luis Sérgio Person `São Paulo S.A´, em 1964,, e as comoventes mães nos anos 80: de Edson Celulari em `Asa Branca, Um Sonho Brasileiro´; e de Marcos Breda em `Feliz Ano Velho`,

 
- ´Uma Pulga na Balança` (1953), de Luciano Salce;
- ´O Homem dos Papagaios´(1953), de Armando Couto;
- `A Sogra’ (1954), de Armando Couto;
- `O Craque’ (1954), de José Carlos Burle;
- `Chico Viola não Morreu’(1955), de Román Viñoly Barreto;
- `O Cantor e o Milionário’ (1958), de José Carlos Burle;
- `Cidade Ameaçada`(1960), de Roberto Farias;
- `A Ilha`(1962), de Walter Hugo Khouri;
- `O 5o Poder’ (1962), de Alberto Pieralisi;
- `São Paulo S.A` (1965), de Luís Sérgio Person;
- `Jogo Perigoso’ (1967), de Luis Alcoriza;
- ´A Arte de Amar Bem` (1969), de Fernando de Barros;
- `Cada Um Dá o Que Tem`(1975), de John Herbert;
- ´Asa Branca, Um Sonho Brasileiro`(1980), de Djalma Limongi Batista;
- `O Menino Arco-Íris’ (1983), de Ricardo bandeira;
- `Feliz Ano Velho` (1987), de Roberto Gervitz.

- `Person’ (2003), de Marina Person.

 

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