Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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094 – ETTY FRASER
8 de maio de 1931, * Rio de Janeiro

Foto: com John Herbert em cena de "Em Cada Coração Um Punhal" (1970),
episódio de Sebastião de Souza


Com o advento da Aids, muitos atores se engajaram na causa, alertando para a prevenção e lutando contra a discriminação. Assim como Sandra Bréa apareceu na tv dando depoimentos, outra atriz que faz do seu trabalho uma verdadeira peregrinação para angariar fundos para os artistas que contraíram o vírus é a adorável Etty Fraser

Etty Fraser começou sua carreira no teatro, e é nesse veículo que transita com mais freqüência durante sua carreira. Casada com o ator Chico Martins, recebe durante sua trajetória alguns dos mais importantes prêmios, como o Saci, o Moliére e o Governador do Estado. Leva seu talento para a televisão, onde participa de várias novelas, e também para o cinema. A atriz é presença constante nas telas durante as décadas de 60 e 70, atuando em filmes como ‘ O Mundo Alegre de Helô´; o alternativo `Em Cada Coração Um Punhal`; e em pornochanchadas como ‘ Macho e Fêmea´ e ´Efigênia Dá Tudo o Que Tem`. Na década de 80, participa do essencial ´O Homem do Pau Brasil´, de Joaquim Pedro de Andrade.

Nos anos 90 era comum ver Etty Fraser nos teatros vendendo um broche com as máscaras da tragédia e da comédia. O objetivo: angariar fundos para os artistas soropositivos, atendidos pela Associação Fundo de Assistência à Classe Teatral, fundada em 1994, e da qual é presidente. Depois de longo tempo afastada da carreira de atriz – apresentou programa de culinária na tv – Etty Fraser voltou ás novelas - ´Torre de Babel´, de Sílvio de Abreu - e arrasou em ´Durval Discos´. Seu último filme, até agora, é ´Cristina Quer Casar´.

- `São Paulo S.A’ (1965), de Luís Sérgio Person;  
- ‘O Mundo Alegre de Helô` (1967), de Carlos Alberto de Souza Barros;
- `O Agente da Lei` (1969), de Ary Fernandes;
- `Em Cada Coração Um Punhal´ (1970),  episódio de  Sebastião de Souza;
- `Paulicéia Fantástica’ (1970), de João Batista de Andrade e Jean-Claude Bernadet;  
`Diabólicos Herdeiros` (1971), de Geraldo Vietri;
- `O Supermanso` (1974), de Ary Fernandes;
- `Macho e Fêmea` (1974), de Ody Fraga;
- ‘Efigênia Dá Tudo o Que Tem` (1975), de Olivier Peroy;
- ‘Senhora` (1976), de Geraldo Vietri;
- ‘O Homem do Pau Brasil` (1982), de Joaquim Pedro de Andrade;
- ‘Dora Doralina` (1982), de Perry Salles;
- `As Três Mães’ (1992), de Roberto Maya;
- ‘Durval Discos` (2002), de Anna Muylaert;
- ´Cristina Quer Casar` (2003), de Luiz Villaça
 

 

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