Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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051 – ESTER GÓES
24 de abril de 1946, *São Paulo, SP

Foto: cena de "Stelinha" (1990), de Miguel Faria Jr.


Vez ou outra perguntam para a Ester Góes se ela abandonou a carreira, e muito apropriadamente ela reclama do absurdo de, por não estar continuamente na telinha, as pessoas acharem que ela não continua sua trajetória de atriz. E por sinal, que trajetória! Essa maravilhosa e politizada atriz dos palcos, das telas, e também da telinha, desde os anos 70 ilumina com seu talento e beleza as artes cênicas brasileiras.

Ester Góes iniciou sua carreira no teatro, estreando em grande estilo no marco dos anos 70, ‘Hair’, montagem de Adhemar Guerra. Depois, integra-se ao Teatro Oficina, onde atua em outro marco: ‘O Rei da Vela’, uma das mais importantes montagens brasileiras – na época casa-se com Renato Borghi, colega do Oficina, com que tem o filho e ator, Ariel Borghi. Nesses mesmos anos 70, estréia na televisão e no cinema – na primeira em “A Volta de Beto Rockfeller’(1973), e no segundo em ‘Uma Mulher Para Sábado’, de Maurício Rittner. Na telinha, atua em cerca de 20 produções, como momentos importantes em novelas como ‘O Espantalho’ (1977) e ‘Elas Por Elas’ (1982), e na minissérie ‘Meu Destino é Pecar’ (1984) – chegou a apresentar também o programa ‘TV Mulher’, da Globo. Depois de atuar no comentado ‘A Próxima Vítima’, de João Batista de Andrade, Ester Góes tem bela interpretação da modernista Tarsila do Amaral em ‘Eternamente Pagu’, de Norma Bengell.

Ester Góes entra os anos 90 em grande atuação, como protagonista do pouco visto e premiadíssimo ‘Stelinha’, de Miguel Faria Jr - que lhe dá o Kikito de Melhor Atriz no Festival de Gramado. Nessa década, atua em mais quatro filmes, entre eles, outro clássico: ‘A Causa Secreta’, do polêmico Sérgio Bianchi. Até agora, seu último longa é ‘A Hora Marcada’, de Marcelo Taranto, com que rodou também o curta ‘Ressurreição’.

 - ´Uma Mulher Para Sábado’ (1970), de Maurício Rittner;
- ‘A Próxima Vítima’ (1983), de João Batista de Andrade;
- ‘O Evangelho Segundo Teotônio’ (1984), de Vladimir Carvalho;
- ‘Eternamente Pagu’ (1987), de Norma Bengell;
- ‘Stelinha’ (1990), de Miguel Faria Jr.;
- "O Calor da Pele" (1994), de Pedro Jorge Castro;

- ‘A Causa Secreta’ (1994), de Sérgio Bianchi;
- ‘As Meninas’ (1995), de Emiliano Ribeiro;
- ‘A Grande Noitada’ (1997), de Denoy de Oliveira;
- ‘Por Trás do Pano’ (1999), de Luiz Villaça;
- ‘A Hora Marcada’ (2000), de Marcelo Taranto
 

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