|
|
|
|
|
|
|
024 - LOLA LABORDA
Foto: acervo de Lola Laborda Começa hoje o I Festival CineMulher em Salvador, evento que reunirá, de 12 a 19 de maio, algumas das mais destacadas diretoras brasileiras. Na programação, apresentação de filmes inéditos naquela cidade, como também obras em retrospectiva, palestras e oficinas. A grande homenageada do Festival é a cineasta Lúcia Murat, em cartaz em cidades brasileiras com o seu belo filme "Quase Dois Irmãos". Lola Laborda, realizadora e curadora do evento, concedeu essa entrevista exclusiva, que é publicada como destaque de aniversário. Afinal, nada mais bem-vindo que um festival como esse, em que as cineastas e seus trabalhos são o centro das discussões e de encontros. Entre as convidadas, além de Murat, estarão as cineastas Tereza Trautman, Helena Solberg, Erika Bauer, Alice de Andrade e a produtora Assunçao Hernandes. Lola Laborda fala um pouco sobre a sua trajetória e esse momento importante, como realizadora de um festival com esse foco. Lola fala também sobre o conceito do festival e sobre a escolha de Lucia Murat como homenageada dessa primeira edição. E garante a continuidade do projeto.
Mulheres: Qual a sua formação, data de nascimento e origem? Lola
Laborda: Sou atriz autodidata. Cheguei a cursar Direção Teatral, na
Universidade
Federal da Bahia, mas abandonei quando
percebi que preferia interpretar...Fui dirigida por grandes nomes do
teatro brasileiro, como Jose Possi Neto e Carlos Alberto Sofredini (saudades...).
Nasci
em 14 de maio de 1952, no interior da Bahia. Aos 9 anos vim para
Salvador .
Lola
Laborda: Adilson, só fiz um filme como atriz - "Joana Angélica"
de Walter Lima Junior- mas a paixão pelo cinema sempre me acompanhou.
Agora abri minha própria produtora de cinema ( Fotograma Produções)e
vou realizar meu primeiro documentário . Quero trabalhar com temas
sociais...
Lola
Laborda: Essa mesma paixão que te falei na resposta anterior... De
repente percebi que o número de mulheres na direção cinematográfica já
era expressivo o suficiente pra justificar um festival só para elas.
Lola
Laborda: Venho pensando nele há três anos e só agora deu certo.Lucia
Murat será a grande homenageada do evento.Faremos uma Mostra Retrospectiva Lucia
Murat, uma Mostra Retrospectiva do Cinema Brasileiro, (não com todos os filmes
que eu gostaria, claro.) Uma
Mostra Première com filmes inéditos em Salvador. Encontros
com diretoras, palestras e oficinas. Na próxima edição, ele assume,
definitivamente, a característica de festival, com mostras competitivas e
muitas novidades...Aguarde! Para
maiores informações, acesse nosso site: www.festivalcinemulher.com.br Lola
Laborda: Temos uma equipe "enxuta". Somos 6 idealistas.Foi
um BO (risossss)
Lola
Laborda: Contei com a ajuda do Governo do Estado, que entrou com as salas e
equipamento técnico e material humano. E também contei com a Prefeitura de
Salvador. Mulheres:
Como se deu a curadoria e a escolha das convidadas e dos filmes? Lola
Laborda: Fiz uma criteriosa pesquisa e selecionei o que considerei o
melhor do cinema brasileiro, procurando contemplar todos os formatos e gêneros.
É evidente que não consegui todos os filmes que gostaria, por um motivo ou ou
por outro, mas procurei obras que traçassem um panorama geral do
cinema nacional dos ultimos 20 anos . As
convidadas eu selecionei pela produção mais atual, de forma a diversificar e ter
novidades, ao mesmo tempo. Mulheres:
Como você avalia a participação das mulheres na história do cinema Lola
Laborda: A mulher realizadora , inequivocamente, arejou o cinema
brasileiro com a sua sensibilidade e riqueza de temas e vem dando uma
contribuição inestimável, dando um salto qualitativo e quantitativo: É
muito expressivo o número de mulheres na direção cinematográfica e também
em outras funções no mundo do cinema. E agora elas estão chegando também às
premiações... Não será por acaso.
Lola
Laborda: Olha, no catálogo do festival, tem um texto meu, que explica
isso bem: Vou tentar repetir pra você. Escolhi
a Lucia Murat pela sua estória de vida, pelo conjunto de sua obra densa e
cumpridora de seu papel social, como instrumento de ação política, pelos prêmios
conquistados em nome do cinema brasileiro, e também por ser a primeira mulher a
presidir a ABRACI - Associação Brasileira de Cineastas- Foi uma escolha mais
do que justa, você não acha? O
que você acha? Elementar, meu caro Watson...
Sim,
que ninguém ouse duvidar daquilo que eu disser que vou realizar. Sou
uma rocha ....Vida longa ao Festival CineMulher! Mulheres: Obrigado pela entrevista. Entrevista
realizada em maio de 2005. |
|