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015
- EUNICE BAÍA
“Tainá – Uma Aventura na Amazônia”
não foi apenas um dos maiores sucessos brasileiros do cinema infantil. O filme
marcou a estréia de uma garota apaixonante nas telas e nos bastidores uniu para
sempre a vida de duas mulheres: Eunice Baía e Noêmia Duarte. Eunice Baía foi selecionada
entre 3 mil candidatas para viver Tainá, a defensora da fauna e da flora da
exuberante Amazônia. Noêmia Duarte foi a diretora de elenco que ajudou a
encontrar, em uma epopéia que foi do Oiapoque ao Chuí, aquela que daria vida
à cativante guerreira. Responsável pelo “casting” e assistente de direção
de “Tainá, Uma Aventura na Amazônia”, de Tânia Lamarca, Noêmia Duarte é
também atriz e produtora. Com o filme tornou-se também mãe, já que a pequena
Eunice, então com apenas sete anos, a escolheu como tal durante as filmagens. Agora, sete anos após o primeiro
filme, chegou às telas a seqüência do sucesso infantil,
“Tainá 2 – A Aventura Continua”. Eunice Baía e Noêmia Duarte estão
viajando pelas principais capitais para o lançamento do filme e estiveram em
Belo Horizonte. Em entrevista coletiva e também em entrevistas individuais para
o Mulheres, elas falam sobre as filmagens dos dois longas, do encontro entre as
duas, como Noêmia, por escolha da
garotinha Eunice, tornou-se sua tutora e como Eunice trocou o Belém do Pará
por São Paulo. Podemos também conhecer melhor o universo do “casting” e os
desafios dessa categoria. EUNICE
BAÍA
Mulheres: Eunice, apesar de ser uma garotinha na época,
você tem alguma lembrança de como se sentiu ao ir para o teste em que foi
selecionada entre 3 mil candidatas para protagonizar “Tainá, Uma Aventura na
Amazônia”? Eunice Baía: Não, eu não me lembro, eu era
muito criança. Mulheres: Você se lembra das filmagens? Eunice Baía: Me lembro que eu gostei muito das
pessoas que estavam lá, dos atores, e principalmente da Mamu (apelido pelo qual
chama Noêmia Duarte, sua tutora). Mulheres: A Noêmia se tornou a sua mãe a partir de então
não é? Conte para nós como foi que isso aconteceu. Eunice Baía: Durante as filmagens eu ficava
agarrada com a Mamu, acho que foi amor a primeira vista. Quando o filme acabou e
nós tivemos que nos separar eu fiquei muito triste, chorei muito e ficava em
casa atazanando os meus pais por causa dela. Aí fui passar umas férias em São
Paulo, na casa dela. Quando voltei, eu de novo só fazia chorar e dizia em casa
que eu queria ir embora para ficar com a Mamu. Até que aconteceu, meus pais
permitiram, ela me adotou e eu me
mudei para a casa dela. Mulheres: Como foi essa mudança, sair da Vila do Conde, no
Belém do Pará, para morar em São Paulo, uma das maiores cidades do mundo? Foi
fácil a adaptação? Eunice Baía: Foi muito fácil. Eu me acostumo
fácil com qualquer lugar. Mulheres: Agora, que já uma adolescente, você tem a
dimensão da importância de um filme como “Tainá”, já que a produção
infantil não é muito comum no Cinema Nacional, principalmente com uma temática
como a do filme? Eunice Baía: Sim, hoje sim. Na época do
primeiro filme eu estava lá mais por curiosidade. Hoje tenho mais experiência,
mais consciência de atriz, sei que é muito importante porque o filme ensina
que devemos preservar a natureza e sermos amigos dos animais. No “Tainá 2 –
A Aventura Continua”, a minha responsabilidade é maior, estou sozinha na
floresta e cuido de uma tribo de indiozinhos, o Igarapé do Arco-íris. A Tainá
ensina as pessoas a cuidarem da floresta. Mulheres: Nessa seqüência você tem uma discípula, a
Arilene Rodrigues. Como foi sua relação com ela? Eunice Baía: Foi muito legal, eu gosto muito
dela. A Arilene é agitada, é bacana. Eu ensinava para ela, brincava de boneca
com ela, uma gosta da outra.
Eunice Baía: No Tainá 1 eu fui para Nova York
e para Chicago. Agora, no Tainá 2 a divulgação está muito maior. Eu fui para
a Espanha e estou indo nas cidades aqui no Brasil. Mulheres: Sua família é grande? Você sente falta dela? Eunice Baía: Sim, tenho oito irmãos e oito
sobrinhos. Eu vou sempre lá nas férias e no final do ano. Mulheres: E na escola, você sofre muito assédio dos
colegas? Eunice Baía: É normal, eles perguntam sobre o
filme, querem saber as coisas, mas nada de mais, normal. Eu sempre quis estudar
e agora estou realizando um sonho.
Eunice Baía: Matemática. Mulheres: Como está a carreira de atriz? Você participou
de uma ópera no Teatro Municipal de São Paulo e fez uma participação no “Sítio
do Pica-Pau Amarelo”. Você gostou da televisão? Eunice Baía: Não gostei muito não, as coisas
são muito rápidas na tv, prefiro o cinema. Fiz também o “Videogame”, da
Angélica. Mulheres: Depois dos filmes da Tainá você pretende
continuar com a carreira de atriz? Eunice Baía: Não, quero trabalhar com moda,
eu adoro desenhar, estou sempre desenhando. Mulheres: Tem alguma atriz brasileira que você goste, que
você admira? Eunice Baía: A Marília Pêra. Fui assistir à
peça “Mademoiselle Channel” e gostei muito. Ela entra na personagem. Mulheres: Muito obrigado pela entrevista. Eunice Baía: De nada. |
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