Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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092 – ELZA GOMES
1910 – 17 de maio de 1984, *Portugal


Como iniciou sua carreira nas novelas e no cinema já com quase 60 anos, Elza Gomes construiu uma carreira em que, independentemente de ser a vilã ou a boazinha, será sempre lembrada como a mais adorável `tia` ou `velhinha´ do Cinema Nacional.

Nascida em Portugal, Elza Gomes veio para o Brasil com doze anos e inicia sua carreira artística fazendo pontas nos espetáculos da mãe, que também era atriz. No teatro, trabalha com Procópio Ferreira e Eva Todor, e faz carreira de sucesso como radio-atriz. Em 1969 estréia em novelas, iniciando uma carreira extensa onde somam quase duas dezenas de trabalhos. No cinema, estréia no ano seguinte em `Memórias de Um Gigolô`, de Alberto Pieralisi, que a escalará também para o filme seguinte `O Enterro da Cafetina`. (O site imdb credita na trajetória da atriz uma produção de 1923, `Carnaval Cantado`, ou seja, quando ela teria apenas 13 anos; mas esse título não consta no Dicionário de Atrizes e Atores, que aponta `Memórias de Um Gigolô` como seu primeiro trabalho nas telas).

Elza Gomes marca presença constante no cinema brasileiro da década de 70, onde atua em filmes das mais diversas correntes, como nas pornochanchadas de Victor di Mello, no delicado `Os Condenados`, de Zelito Viana, ou em marcos do cinema brasileiro como `Toda Nudez Será Castigada`, de Arnaldo Jabor - onde está inesquecível, e em `Guerra Conjugal`, de Joaquim Pedro de Andrade.

 - `Memórias de Um Gigolô` (1970), de Alberto Pieralisi;
- `O Enterro Cafetina` (1970), de Alberto Pieralisi;
- `Quando as Mulheres Paqueram`(1971), de Victor di Mello;
- `Toda Nudez será Castigada` (1973), de Arnaldo Jabor;
- `A Filha de Madame Bettina´ (1973), de Jece Valadão;
- `Os Condenados` (1973), de Zelito Viana;
- `Motel` (1974), de Alcino Diniz;
- `As Alegres Vigaristas` (1974), de Carlos Alberto de Souza Barros;
- `Guerra Conjugal` (1975), de Joaquim Pedro de Andrade;
- `Nem os Bruxos Escapam’ (1975), de Valdi Ercolani;

- `Ninguém Segura Essas Mulheres` (1976), episódio de Harry Zalwowistch;
- `As Desquitadas em Lua de Mel` (1976), de Victor di Mello;
- `Barra Pesada` (1977), de Reginaldo Farias;
- `Se Segura, Malandro` (1978), de Hugo Carvana;
- `Assim Era Pornochanchada` (1978), de Cláudio MacDowell e Victor di Mello;
- `Missa do Galo` (1982), curta de Nelson Pereira dos Santos

 

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